Michel Gherman revela como Netanyahu usa narrativa do Irã para fortalecer Israel

Michel Gherman revela em entrevista à CNN Brasil como Benjamin Netanyahu constrói uma narrativa poderosa sobre a sobrevivência de Israel e a ameaça do Irã

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(Imagem de reprodução da internet).

Entrevista com Michel Gherman sobre a narrativa de Netanyahu

Em uma entrevista à CNN Brasil, o historiador Michel Gherman, professor de Sociologia e coordenador do Núcleo de Estudos Judaicos da UFRJ, analisou a construção da narrativa do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Segundo Gherman, essa narrativa liga a sobrevivência de Israel à derrota da Revolução Iraniana, centralizando o debate político interno no país.

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“A guerra contra o Irã é uma arquitetura muito bem-sucedida”, afirmou o professor. Ele explicou que Netanyahu estabelece uma relação entre a sobrevivência do Irã e a de Israel, afirmando que enquanto a Revolução Iraniana for vitoriosa, Israel estará sob uma ameaça existencial.

Três pilares da estratégia de Netanyahu

Gherman destacou três pilares fundamentais dessa estratégia. O primeiro é a necessidade de os Estados Unidos evitarem um acordo diplomático com o Irã. O segundo pilar é que toda a política israelense, tanto da oposição quanto da situação, deve estar comprometida com a derrota do Irã.

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Por fim, o terceiro elemento é que o Irã poderia se tornar um aliado de Israel caso a Revolução Iraniana fosse derrotada.

O professor também comentou sobre suas preocupações em relação ao que poderia ocorrer após um possível colapso do regime iraniano. “Ele não necessariamente ganha efetivamente se a revolução cair. O que ele está jogando é efetivamente para dizer o tempo todo que a revolução está por um triz”, explicou.

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Gherman ressaltou que a situação atual fortalece a posição de Netanyahu ao centralizar o debate sobre o Irã na política israelense. “Não interessa a ele o dia seguinte no Irã, assim como não interessava o dia seguinte em Gaza. O debate de Netanyahu é sobre a estética da guerra, não sobre projetos políticos para o pós-guerra”, concluiu.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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