Michel Gherman critica a ideia de aprendizado histórico e revela sua visão trágica da história

Michel Gherman, da UFRJ, desafia a crença de que aprendemos com a história, revelando sua visão trágica e as influências invisíveis que moldam nosso passado.

A visão de Michel Gherman sobre a história

A crença de que a humanidade aprende com a história e evita repetir os mesmos erros é considerada ingênua por Michel Gherman, professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Segundo Gherman, a história possui uma “perspectiva de tragédia”.

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Ele afirma que essa ideia de aprendizado histórico está ligada à filosofia da história, que vê o passado como um processo linear e com a responsabilidade de ensinar.

O historiador admite que é possível utilizar a história por meio da educação, das leis e da luta por direitos, o que nos permite entender os processos históricos e aprender com eles. No entanto, ele enfatiza que a história tem uma dimensão trágica, fazendo referência ao conceito do filósofo Walter Benjamin sobre o “anjo da história”, que avança sem conseguir interromper os movimentos ou ensinar o que está ocorrendo.

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Influências de Karl Marx e dimensões invisíveis

Gherman menciona o sociólogo Karl Marx como uma referência importante para compreender as “dimensões da história”. De acordo com o historiador, tanto Marx quanto Benjamin reconheciam que, além dos aspectos visíveis, existem dimensões que permanecem invisíveis e que influenciam os processos históricos. “Além das dimensões objetivas e claras da história, há uma dimensão menos evidente que também nos ajuda a entender referências que impactam a história, mesmo que não sejam imediatamente perceptíveis”, conclui o professor.

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