
A crença de que a humanidade aprende com a história e evita repetir os mesmos erros é considerada ingênua por Michel Gherman, professor da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Segundo Gherman, a história possui uma “perspectiva de tragédia”.
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Ele afirma que essa ideia de aprendizado histórico está ligada à filosofia da história, que vê o passado como um processo linear e com a responsabilidade de ensinar.
O historiador admite que é possível utilizar a história por meio da educação, das leis e da luta por direitos, o que nos permite entender os processos históricos e aprender com eles. No entanto, ele enfatiza que a história tem uma dimensão trágica, fazendo referência ao conceito do filósofo Walter Benjamin sobre o “anjo da história”, que avança sem conseguir interromper os movimentos ou ensinar o que está ocorrendo.
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Gherman menciona o sociólogo Karl Marx como uma referência importante para compreender as “dimensões da história”. De acordo com o historiador, tanto Marx quanto Benjamin reconheciam que, além dos aspectos visíveis, existem dimensões que permanecem invisíveis e que influenciam os processos históricos. “Além das dimensões objetivas e claras da história, há uma dimensão menos evidente que também nos ajuda a entender referências que impactam a história, mesmo que não sejam imediatamente perceptíveis”, conclui o professor.
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Autor(a):
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.