Michael Phelps: de ícone das piscinas a defensor da saúde mental e bem-estar

Michael Phelps e sua nova missão pela saúde mental
Quase dez anos se passaram desde que Michael Phelps se destacou nos Jogos Olímpicos do Rio 2016, onde conquistou mais medalhas do que qualquer outro atleta, com cinco ouros e uma prata. Ao encerrar sua carreira lendária após esses Jogos, com um total impressionante de 28 medalhas em quatro Olimpíadas, parecia improvável que seu nome fosse associado a algo além da natação.
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No entanto, o ex-atleta de 40 anos encontrou um novo propósito desde que deixou as piscinas, tornando-se um dos defensores mais influentes da saúde mental e do bem-estar.
“Segurança na água, mas também saúde mental — essas duas coisas são quem eu sou”, declarou Phelps à CNN Sports, em entrevista a Coy Wire. Esses temas são os principais focos da Fundação Michael Phelps, criada em 2008. Inicialmente, a organização tinha como objetivo ajudar jovens por meio da promoção de hábitos saudáveis e da segurança aquática, já que Phelps tinha medo da água quando começou a nadar aos sete anos.
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Contudo, com o tempo, o propósito da fundação evoluiu. Em 2020, a entidade ampliou sua missão para incluir a resiliência emocional de crianças.
Um novo propósito além das piscinas
A fundação é apenas uma das várias maneiras pelas quais Phelps se dedica a sua nova missão. Em 2023, ele estabeleceu uma parceria com a empresa de terapia online Talkspace e liderou a campanha “Start from the Top”, que visa construir hábitos sustentáveis de saúde mental com base em cinco pilares principais.
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Nos últimos anos, Phelps também tem realizado palestras ao redor do mundo, compartilhando suas experiências com a depressão e as lições aprendidas em momentos difíceis.
O homem que passou quase duas décadas buscando a perfeição nas piscinas agora se dedica a ajudar outras pessoas, falando abertamente sobre sua jornada dolorosa. Para Phelps, houve um momento decisivo que mudou sua perspectiva. “Sinceramente, acho que foi quando cheguei ao ponto de não querer mais estar vivo”, revelou. “Quando cheguei a esse ponto, pensei: ‘Ok, alguma coisa está errada.
Preciso pedir ajuda.’” Ele expressou gratidão por ter recebido o apoio necessário, pois desejava mudar sua situação.
Salvar vidas é mais importante que medalhas
Para muitos atletas, especialmente aqueles que atingiram o auge de suas carreiras, a aposentadoria representa o fim de uma jornada e um período de reflexão. Contudo, para Phelps, sua saída das piscinas em 2016 não significou o fim do trabalho. Ele ainda tinha outra corrida a disputar, uma que, segundo ele, possui um impacto muito maior do que qualquer conquista esportiva. “Lembro que, após as Olimpíadas de 2016, estava na Microsoft e um jovem se levantou e disse: ‘Tenho o emprego dos meus sonhos.
Tudo o que sempre quis aconteceu. E eu não quero mais estar vivo.’”
Phelps respondeu: “Cara, eu entendo você. Já tive esses pensamentos também.” Esse momento de vulnerabilidade gerou uma conexão, onde o jovem afirmou que a abertura de Phelps lhe deu força para se expressar. No esporte, a vulnerabilidade é frequentemente vista como fraqueza, especialmente entre atletas de elite admirados por milhões.
Ao continuar a falar sobre a importância da saúde mental, Phelps ajuda a mudar essa narrativa. Para ele, a motivação já não são mais as medalhas de ouro, mas algo muito mais significativo: “Para mim, ganhar uma medalha de ouro é muito menos importante do que ter a chance de salvar uma vida.”
Autor(a):
Marcos Oliveira
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.



