Metroviários em greve! 😡 Reivindicações ignoradas e sistema crítico. Saiba mais!
Uma ampla maioria dos metroviários do Distrito Federal decidiu entrar em greve a partir da próxima segunda-feira (30). A mobilização, que reuniu mais de 100 trabalhadores em formato presencial e virtual, ocorreu após a rejeição das reivindicações da categoria, que demandam uma proposta econômica e negociação com o sindicato.
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A paralisação ocorre devido à ausência de resposta do Governo do Distrito Federal (GDF) às reivindicações apresentadas em novembro do ano passado. A pauta central envolve a data-base intermediária do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2025/2027, com demandas que incluem valorização profissional, melhoria do sistema e plano de cargos e carreira.
A situação crítica do sistema de metrô foi debatida na Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana (CTMU) da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) nesta quarta-feira (25). O presidente da comissão, deputado distrital Max Maciel (Psol), ressaltou a importância da greve e a necessidade de sinalização por parte dos metroviários. “Estamos aqui para solidarizar com a situação e entender a importância de os trabalhadores indicarem a greve”, afirmou Maciel.
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O parlamentar criticou a gestão do governo Ibaneis Rocha (MDB), apontando para a precariedade do setor. “Em 2020, tínhamos 32 trens, e hoje temos apenas 14, com muitos em operação apenas parcialmente. Isso demonstra um total descaso”, denunciou Maciel.
A CMTU busca mediar o conflito, buscando uma mesa de negociação entre o governo, o sindicato e a população. O objetivo é apresentar propostas de valorização profissional, melhoria do sistema e plano de cargos e carreira. O deputado distrital Fábio Félix (Psol) também se manifestou em apoio à greve, denunciando as condições precárias de operação da companhia.
A diretora do Sindmetrô, Neiva Lopes, destacou a redução drástica do quadro de funcionários, que diminuiu de 1.300 empregados em 2018 para pouco mais de 1.100 atualmente. “Essa defasagem gera exaustão e afastamentos”, pontuou Lopes. A companhia também é acusada de usar a situação para justificar futuras privatizações e terceirizações.
Informações levantadas pelos deputados reforçam a tese de descaso orçamentário, com a companhia executando apenas 10% do orçamento destinado ao sistema. O metrô atende diariamente cerca de 170 mil usuários.
O Sindmetrô assegura que todos os trâmites legais para a paralisação estão sendo seguidos e que a população está sendo informada sobre a situação. A gestão do Metrô-DF ainda não se pronunciou sobre as reivindicações ou a decisão de greve até a publicação desta matéria.
Autor(a):
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.