Metrô do DF em crise: Passageiros caem drasticamente em 2025 e especialistas alertam

O Metrô do Distrito Federal enfrentou um novo período de queda no número de passageiros em 2025, confirmando uma tendência de retração que já vinha se mostrando em 2024. Dados da Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos) revelaram uma redução de aproximadamente 900 mil usuários em relação ao ano anterior, que havia registrado 42,47 milhões de passageiros.
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Essa diminuição representa um cenário preocupante, especialmente considerando que a queda na demanda se soma a uma perda anterior de cerca de 405 mil passageiros entre 2023 e 2024.
Contexto da Recuperação Pós-Pandemia
A situação se torna ainda mais relevante quando analisada em relação à recuperação observada após a pandemia de COVID-19. Em 2023, o metrô do DF já havia alcançado 42,88 milhões de usuários, um patamar similar ao de 2019, um ano anterior à crise sanitária, quando o sistema transportou 42,86 milhões de pessoas.
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Essa recuperação inicial, que parecia indicar uma retomada do uso do transporte público, não se sustentou, abrindo espaço para a nova queda nas estatísticas.
Mudanças no Transporte Urbano
A ANPTrilhos aponta que essa queda na demanda coincide com uma mudança significativa nos hábitos de mobilidade urbana no país. Dados da associação mostram um aumento no uso de veículos individuais, uma inversão em relação ao que se via antes.
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Em 2017, havia um equilíbrio entre o transporte público e o privado, mas em 2024, a preferência passou a ser majoritariamente por carros particulares. A entidade também destaca a falta de expansão da rede e a necessidade de políticas públicas que incentivem o uso do transporte coletivo, como a integração com outros meios de transporte e a revisão das tarifas.
Investimentos e Infraestrutura
A ANPTrilhos ressalta que investimentos em infraestrutura viária tendem a estimular o uso do carro, diminuindo a atratividade dos sistemas de transporte sobre trilhos. A estação do Metrô do Distrito Federal, com seus 32 trens, dos quais 24 estão em operação, enfrenta desafios como trens obsoletos, incêndios e descarrilamentos, com um cronograma de retorno gradual ao serviço entre 12 e 24 meses.
A empresa planeja a entrada de novos carros nos próximos meses e está avaliando projetos como a implantação de um VLT na região central de Brasília, buscando ampliar a cobertura do sistema e recuperar parte da demanda perdida.
Autor(a):
Ana Carolina Braga
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

