Meta enfrenta forte reação da Austrália sobre remuneração de notícias em 2026
Meta reage à proposta australiana sobre remuneração de veículos de imprensa
A Meta, empresa controladora do Facebook e Instagram, manifestou sua forte discordância em relação a uma proposta do governo australiano, em 4 de junho de 2026. A iniciativa, conhecida como Incentivo à Negociação de Notícias, visa obrigar grandes plataformas de tecnologia a pagar por conteúdo jornalístico compartilhado em suas redes sociais.
Em comunicado oficial, a Meta classificou a proposta como discriminatória e economicamente inviável. A empresa argumentou que a medida não promoveria um ecossistema de mídia saudável e diversificado, sendo, segundo eles, “mal elaborada”. A disputa entre a Meta e o governo australiano já se estende desde 2021, quando o país implementou as primeiras regulamentações para o setor.
Detalhes da proposta australiana
O projeto do governo, liderado pelo primeiro-ministro Anthony Albanese, prevê uma cobrança de 2,25% sobre o faturamento das plataformas digitais com receita superior a 250 milhões de dólares australianos (aproximadamente 179,6 milhões de dólares americanos ou 897,5 milhões de reais).
Essa taxa incidiria sobre empresas como a Meta e a TikTok.
Os recursos arrecadados seriam distribuídos ao setor de mídia jornalística, com o objetivo de mitigar o desequilíbrio comercial e garantir contrapartidas financeiras pelas plataformas pelo tráfego e engajamento gerado por links de notícias. A legislação também inclui salvaguardas para evitar que as plataformas removam ou bloqueiem o feed de notícias como forma de retaliação.
Contexto e dados relevantes
Segundo dados da Universidade de Canberra, mais de 50% da população australiana consome informações principalmente através de redes sociais. Esse dado reforça a importância do debate sobre a distribuição de receitas publicitárias provenientes desse consumo, impulsionando a discussão sobre a proposta do governo.
A Meta, que anteriormente havia exibido notícias em suas redes e posteriormente assinou contratos temporários, informou que não renovará os repasses financeiros, encerrando o impasse iniciado em 2021.
Editoria:
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