Mergulhadores internacionais intensificam busca por desaparecidos nas Maldivas após tragédia
Mergulhadores internacionais chegam às Maldivas para intensificar a busca por quatro italianos desaparecidos em uma trágica expedição. Descubra os detalhes!
Mergulhadores internacionais buscam desaparecidos nas Maldivas
Mergulhadores de cavernas de diversas nacionalidades chegaram às Maldivas para intensificar a busca pelos corpos de quatro italianos que faleceram durante um mergulho na ilha, um dia após a morte de um oficial militar durante as operações de resgate.
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Neste domingo (17), três mergulhadores finlandeses da Divers Alert Network (DAN), uma organização global de segurança em mergulho, desembarcaram nas Maldivas e se reuniram com a guarda costeira local para desenvolver uma nova estratégia, conforme informou Mohamed Hussain Shareef, porta-voz do governo das Maldivas.
Shareef destacou que os mergulhadores foram recomendados pela Itália e possuem vasta experiência em mergulhos profundos e em cavernas ao redor do mundo. Laura Marroni, vice-presidente da Fundação DAN Europa e coordenadora da missão, mencionou à emissora estatal italiana RAI que os especialistas finlandeses são treinados para “operações de resgate em ambientes obstruídos”.
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A expectativa é que um quarto mergulhador se junte à equipe, além de equipamentos especializados que virão da Austrália e do Reino Unido.
Contexto da tragédia
Os mergulhadores estavam em uma expedição com outros 20 italianos a bordo do navio Duke of York, conforme o Ministério das Relações Exteriores da Itália. O corpo do instrutor de mergulho Gianluca Benedetti foi encontrado na entrada da caverna, levando as autoridades a acreditar que os outros quatro ainda estão no interior.
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As vítimas são Monica Montefalcone, professora associada de ecologia da Universidade de Gênova; sua filha Giorgia Sommacal; o biólogo marinho Federico Gualtieri; e a pesquisadora Muriel Oddenino.
A operação de recuperação se tornou ainda mais complexa após a morte do sargento Mohamed Mahudhee, de 43 anos, durante uma missão de resgate na caverna, que atinge 70 metros de profundidade. Shareef comentou que Mahudhee era um mergulhador experiente, o que ressalta a dificuldade da situação.
Ele estava seguindo o protocolo de mergulho em dupla quando seu parceiro notou que algo estava errado e a equipe tentou resgatá-lo.
Desafios e investigações
O sepultamento de Mahudhee foi realizado com honras militares em Malé, onde milhares prestaram suas homenagens, incluindo o presidente Mohamed Muizzu. Shareef explicou que cada mergulho de resgate é limitado a cerca de três horas devido a questões de oxigênio e descompressão.
Durante a operação de sábado, dois mergulhadores marcaram a entrada da caverna com um balão, facilitando a navegação da equipe restante.
As condições de mergulho são extremamente desafiadoras, com correntes fortes e passagens estreitas que levam a uma câmara escura. Shareef enfatizou a necessidade de especialização para mergulhos desse nível. Após emergir, os mergulhadores precisam descomprimir em águas rasas, e acredita-se que Mahudhee tenha falecido devido a complicações nesse processo.
Questões legais e reações
Uma investigação está em andamento para esclarecer as circunstâncias do mergulho e a profundidade alcançada. Shareef informou que, por lei, mergulhadores recreativos e comerciais não podem ultrapassar 30 metros, e a operação parece ter ocorrido a uma profundidade maior.
A licença do navio foi suspensa enquanto a investigação prossegue. A agência turística italiana envolvida negou ter autorizado o mergulho profundo, afirmando que não tinha conhecimento da intenção do grupo de descer além do limite permitido.
A Universidade de Gênova prestou homenagens aos mergulhadores desaparecidos, destacando a solidariedade da comunidade acadêmica. As Maldivas, que receberam mais de 2 milhões de turistas em 2025, são fortemente dependentes do turismo, e a Itália é um dos principais mercados turísticos do país.
O governo das Maldivas expressou suas condolências ao presidente italiano Sergio Mattarella e às famílias das vítimas, mantendo comunicação constante com as autoridades italianas durante a operação de resgate.