Após 26 anos de negociações, o Conselho da União Europeia formalizou, nesta sexta-feira (9 de janeiro de 2026), o acordo com o Mercosul. O documento ainda precisa ser assinado e ratificado pelo Congresso e pelo Parlamento Europeu. A expectativa é que o processo seja concluído em breve.
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Alguns países da União Europeia, como França, Polônia, Áustria, Irlanda e Hungria, expressaram oposição ao acordo. A Bélgica se absteve. As capitais da União Europeia tiveram até as 17h (horário de Bruxelas, 13h em Brasília) desta sexta-feira para apresentar quaisquer objeções.
O Brasil exportou US$ 49,8 bilhões à União Europeia em 2025, um aumento de 3,2% em relação a 2024, e importou US$ 50,3 bilhões no mesmo ano, com um crescimento de 6,4%. A corrente comercial, que representa a soma das exportações e importações, ultrapassou os US$ 100 bilhões pela primeira vez na série histórica, iniciada em 1997, com um aumento de 4,8% em relação ao ano anterior.
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O acordo busca reduzir tarifas alfandegárias e facilitar o comércio de bens e serviços, além de incluir compromissos em propriedade intelectual, compras públicas e sustentabilidade ambiental.
Em 6 de dezembro de 2024, os líderes das duas regiões anunciaram a conclusão das negociações do acordo, que envolve redução de tarifas e cooperação em áreas como propriedade intelectual, regras sanitárias e desenvolvimento sustentável, abrindo caminho para assinatura e futura entrada em vigor.
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A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) afirmou que recebeu com entusiasmo a autorização para a assinatura do acordo de comércio entre Mercosul e União Europeia. “A entidade participou ativamente das negociações nas últimas décadas, com o objetivo principal de que o entendimento trouxesse valor real para as pessoas e para a indústria brasileira”, disse.
A Fiesp declarou que o texto não é perfeito, mas foi o acordo possível para conciliar interesses de 31 países, em um cenário de transformação do comércio internacional.
O acordo é abrangente, e mudará “substancialmente” a forma com que as empresas do Mercosul e da UE fazem negócios, importam, exportam e investem entre si.
Para a Fiesp, o trabalho de verdade começa agora. Caberá a todos nós inovar, melhorar a produtividade e buscar incessantemente a excelência da porta para dentro das fábricas, onde já fazemos frente aos competidores europeus. E trabalharemos para assegurar a isonomia competitiva que permita ao empreendedor nacional prosperar e tirar o máximo proveito das oportunidades que o acordo oferece”, diz Paulo Skaf, presidente da Fiesp.
