Mercosul e União Europeia Celebram Acordo de Livre Comércio Após 26 Anos de Negociações!

Após 26 anos de negociações, Mercosul e União Europeia assinam acordo histórico de livre comércio, prometendo mudanças significativas nas tarifas e importações!

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(Imagem de reprodução da internet).

Mercosul e União Europeia Assinam Acordo de Livre Comércio

Após 26 anos de negociações, Mercosul e União Europeia formalizaram, neste sábado (17), o acordo de livre comércio entre os blocos. A ratificação ocorreu no último dia 9 pelo Conselho Europeu, que exigiu a aprovação de pelo menos 15 dos 27 países, representando 65% da população do bloco.

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A Itália, ao dar seu aval, possibilitou que o Conselho alcançasse a maioria necessária para a aprovação. Apenas França, Polônia, Áustria, Irlanda e Hungria se opuseram, mas isso não foi suficiente para barrar a decisão, já que os demais países favoráveis garantiram os critérios exigidos nas votações do Conselho da União Europeia.

Detalhes do Acordo

Após a assinatura, o acordo precisa ser ratificado por cada país membro da UE, onde uma maioria simples é necessária. O Mercosul representa 91% das exportações da UE, incluindo automóveis, que atualmente correspondem a 35%, ao longo de um período de 15 anos.

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A União Europeia eliminará gradualmente as tarifas sobre 92% das exportações do Mercosul em até dez anos. Em contrapartida, o Mercosul eliminará tarifas sobre produtos agrícolas da UE, como os 27% sobre vinhos e os 35% sobre destilados.

Importações e Cotas

Para produtos agrícolas sensíveis, a UE oferecerá cotas maiores, incluindo 99.000 toneladas métricas de carne bovina, enquanto o Mercosul concederá uma cota isenta de impostos de 30.000 toneladas para queijos. Também há cotas para aves, carne de porco, açúcar, etanol, arroz, mel e milho.

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As importações adicionais representam 1,6% do consumo de carne bovina na UE e 1,4% do consumo de aves. Defensores do acordo afirmam que as importações existentes demonstram que o Mercosul atende aos padrões da UE.

Posições Favoráveis e Críticas

A Comissão Europeia, apoiada por países como Alemanha e Espanha, argumenta que o acordo oferece uma alternativa à dependência da China, especialmente em relação a minerais críticos como o lítio. O acordo é considerado o maior já firmado pela UE em termos de redução de tarifas, eliminando mais de 4 bilhões de euros em impostos sobre exportações anualmente.

Por outro lado, críticos do acordo alertam que ele pode resultar na importação de produtos sul-americanos, principalmente carne bovina, que não atendem aos padrões ambientais e de segurança alimentar da UE. A Comissão Europeia assegura que os padrões não serão flexibilizados e que o acordo inclui compromissos ambientais.

Reações e Medidas de Salvaguarda

A França, maior produtora de carne bovina da UE, havia condicionado sua assinatura à proteção dos interesses agrícolas do país, mas agora rejeita o acordo. Itália, Hungria e Polônia também expressaram oposição, mas a situação mudou com a aprovação do acordo.

A Comissão Europeia estabeleceu um mecanismo que permite suspender o acesso preferencial do Mercosul para produtos agrícolas sensíveis, caso haja aumento nas importações ou queda nos preços. O próximo orçamento da UE destinará um fundo de crise de 6,3 bilhões de euros para apoiar os agricultores da UE, além de antecipar 45 bilhões de euros em apoio.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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