Mercosul e União Europeia assinam acordo histórico de livre comércio, prometendo integrar 720 milhões de pessoas e gerar um PIB de US$ 22 trilhões.
No último sábado (17), em Assunção, Paraguai, o Mercosul e a União Europeia (UE) firmaram um acordo de livre comércio que promete integrar 720 milhões de pessoas e gerar um PIB (Produto Interno Bruto) de US$ 22 trilhões. As negociações para este tratado se arrastaram por 26 anos, iniciadas em 1999.
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A cerimônia de assinatura contou com a presença de todos os presidentes do Mercosul, exceto Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O evento também teve a participação dos presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu, Ursula Von der Leyen e António Costa.
O Brasil foi representado pelo ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, já que Lula optou por um encontro separado com Von der Leyen no Rio de Janeiro na sexta-feira (16).
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Com o novo acordo, o Mercosul se compromete a eliminar tarifas sobre 91% das exportações da UE ao longo de 15 anos. Por sua vez, a UE eliminará gradualmente as tarifas sobre 92% das exportações do Mercosul em um período de até dez anos.
Um estudo do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) indica que o Brasil será o principal beneficiado, com um impacto positivo de 0,46% em seu PIB, equivalente a US$ 9,3 bilhões até 2040. O Mercosul como um todo deve registrar um aumento de 0,2%, enquanto a União Europeia terá um crescimento de 0,06%.
De acordo com a pesquisa, os investimentos no Brasil devem crescer 1,5% em 15 anos, enquanto as exportações e importações aumentarão em 3%. Esses dados refletem a expectativa de um fortalecimento das relações comerciais entre as duas regiões.
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Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.