As bolsas europeias fecharam em queda nesta quarta-feira (18), pressionadas pela alta do petróleo e tensões no Irã. Descubra os detalhes dessa reviravolta!
As bolsas de valores da Europa fecharam, em sua maioria, em baixa nesta quarta-feira (18), revertendo os ganhos da sessão anterior. O movimento foi influenciado pela alta do petróleo, após ataques ao campo de gás de South Pars, que é compartilhado entre Irã e Catar, além de novas ameaças provenientes de Teerã.
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Essa situação ocorreu antes da decisão sobre a política monetária do Federal Reserve (Fed).
No fechamento, o FTSE 100 de Londres registrou uma queda de 0,94%, alcançando 10.305,29 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,86%, encerrando a 23.527,63 pontos. O CAC 40 de Paris perdeu 0,06%, ficando em 7.969,88 pontos. O FTSE MIB de Milão recuou 0,33%, fechando a 44.741,34 pontos.
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Em Madri, o Ibex 35 teve uma leve alta de 0,29%, terminando a 17.299,10 pontos. Por fim, o PSI 20 de Lisboa cedeu 0,44%, fechando a 9.134,62 pontos. Vale ressaltar que esses números são preliminares.
As bolsas europeias chegaram a operar em alta durante a manhã, mas perderam força com a valorização do petróleo e antes da decisão sobre as taxas de juros do Banco Central dos Estados Unidos. Na quinta-feira (19), tanto o Banco Central Europeu (BCE) quanto o Banco da Inglaterra (BoE) devem manter suas principais taxas de juros inalteradas.
No cenário corporativo, a BHP viu suas ações caírem 1,47% em Londres, revertendo a alta registrada anteriormente, após a mineradora e petrolífera anunciar um novo CEO. Os investidores estão avaliando o aumento dos preços de energia em contraste com a desvalorização dos metais básicos e preciosos.
O subíndice de energia do Stoxx 600 subiu 0,43%, enquanto o de recursos básicos caiu 1,35%.
De acordo com a XS, o mercado de petróleo está agora precificando uma interrupção real no abastecimento, em vez de apenas riscos geopolíticos, o que sugere que a alta da commodity pode ser sustentada. No campo macroeconômico, a taxa anual de inflação ao consumidor (CPI) da zona do euro acelerou para 1,9% em fevereiro, em comparação com 1,7% em janeiro, alinhando-se às expectativas dos analistas.
Apesar do aumento, o CPI anual da região ainda está abaixo da meta de inflação de 2% estabelecida pelo BCE.
Autor(a):
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.