Mercados europeus fecham em alta nesta terça-feira (6), impulsionados pelo setor de defesa e incertezas geopolíticas. Londres, Frankfurt e Madri batem recordes!
As bolsas de valores da Europa encerraram a terça-feira (6) predominantemente em alta, impulsionadas por avanços no setor de defesa. As incertezas geopolíticas permanecem elevadas após a invasão dos Estados Unidos na Venezuela, além das ameaças do presidente Donald Trump em relação à Groenlândia e a busca por um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Os índices de Londres, Frankfurt, Madri e o Stoxx 600 alcançaram novos recordes. O FTSE 100, em Londres, subiu 1,18%, fechando a 10.122 pontos, após atingir uma máxima histórica de 10.158 pontos. Em Frankfurt, o DAX teve um leve aumento de 0,11%, alcançando 24.896 pontos, enquanto se aproximava da marca inédita de 25 mil pontos durante o pregão.
O CAC 40, em Paris, registrou um ganho de 0,32%, fechando a 8.237 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 subiu 0,53%, atingindo 8.514 pontos. O Ibex 35, em Madri, avançou 0,19%, alcançando 17.647 pontos, e se encaminhava para um fechamento recorde, após atingir 17.739 pontos.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Por outro lado, o FTSE MIB em Milão caiu 0,2%, fechando a 45.753 pontos. As cotações apresentadas são preliminares.
Na noite anterior, Trump afirmou que os EUA não estão em guerra com a Venezuela, mas sim “com quem vende guerras”. O presidente também intensificou suas declarações sobre a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca. Em resposta, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, alertou que uma possível ofensiva americana poderia resultar no fim da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Em meio a esse cenário, o subíndice do setor aeroespacial e de defesa (+0,5%) continuou a registrar ganhos, contribuindo para a alta de 0,6% do Stoxx 600, que renovou sua máxima histórica a 606 pontos. A empresa italiana Leonardo teve um aumento de 0,4%, enquanto a britânica Rolls-Royce subiu 1,18%.
O mercado também está atento aos desdobramentos da reunião dos líderes da “Coalizão dos Dispostos” sobre a situação na Ucrânia.
No campo macroeconômico, os PMIs de serviços da zona do euro e do Reino Unido não atenderam às expectativas do mercado. Entre os destaques, o grupo polonês de entregas InPost disparou 27% em Amsterdã após receber uma proposta de aquisição de um comprador não revelado.
A dinamarquesa Novo Nordisk também teve um desempenho positivo, com alta de 5% após o lançamento do medicamento para emagrecimento Wegovy nos EUA. Além disso, o subíndice de recursos básicos subiu 1,92%, impulsionado pelo rali de metais básicos e preciosos.
Autor(a):
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.