Resultados do Mercado Livre no Quarto Trimestre de 2025
O Mercado Livre anunciou, nesta terça-feira (24), uma redução de 12,5% em seu lucro líquido no quarto trimestre, que ficou abaixo das expectativas dos analistas. Essa queda é atribuída ao impacto dos investimentos em crédito e logística, apesar da receita ter superado as previsões, impulsionada principalmente pelo desempenho no Brasil e no México.
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Com sede no Uruguai, o Mercado Livre, que opera uma plataforma de comércio eletrônico e o Mercado Pago, registrou um lucro líquido de US$ 559 milhões entre outubro e dezembro. Analistas consultados pela LSEG esperavam um lucro de US$ 587 milhões.
O vice-presidente sênior de relações com investidores, afirmou à Reuters que a diminuição do lucro se deve à compressão da margem, resultado da decisão da empresa de aumentar investimentos voltados para o longo prazo.
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Investimentos e Desempenho
Entre os investimentos mencionados, estão a emissão de mais cartões de crédito, que elevam as provisões, e os planos de aumentar as vendas diretamente aos clientes, conhecido como “1P”. A receita do Mercado Livre cresceu cerca de 45% em relação ao ano anterior, alcançando US$ 8,8 bilhões, superando os US$ 8,5 bilhões previstos pelos analistas.
O executivo destacou que o crescimento foi impulsionado por um aumento de 35% nas vendas no Brasil e no México, em moeda constante, no conceito GMV (valor geral de mercadorias). O EBIT (lucro operacional) subiu cerca de 8%, totalizando US$ 889 milhões, próximo das estimativas de US$ 891 milhões.
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No entanto, a margem EBIT caiu para 10,1%, em comparação com 13,5% no ano anterior.
Perspectivas e Mercado Venezuelano
Analistas e investidores têm discutido o impacto dos investimentos do Mercado Livre na rentabilidade da empresa a curto prazo, buscando indícios sobre quando as margens de lucro podem se recuperar. Cuccioli acredita que o comércio eletrônico nos mercados em que a empresa atua ainda está em um estágio inicial, comparando a situação a estar “nos 15 minutos do primeiro tempo do mercado”.
A carteira de crédito da companhia cresceu aproximadamente 90% em relação ao ano anterior, totalizando US$ 12,5 bilhões, com a taxa de inadimplência de 15 a 90 dias atingindo 7,6%, em comparação a 7,4% no ano anterior. Sobre as operações na Venezuela, Cuccioli comentou que a situação não mudou muito nos últimos meses, embora a região já tenha sido importante para a empresa e tenha potencial para voltar a ser relevante no futuro.
