Mercado do Ouro Registra Queda em Dia Volátil
O contrato mais líquido do ouro encerrou em baixa nesta segunda-feira (2), em meio a um dia marcado por volatilidade, após uma queda superior a 10% na sessão anterior. Analistas tentam compreender a magnitude desse movimento, questionando se se trata apenas de uma correção após uma valorização repentina ou se os fundamentos continuarão a pressionar os preços.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O início da semana trouxe uma redução nas tensões geopolíticas, o que torna ativos considerados seguros, como o ouro, menos atrativos. Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para maio fechou com uma queda de 1,95%, cotado a US$ 4.652,6 por onça-troy.
Durante o dia, o metal chegou a ser negociado a US$ 4.905,6. A prata para março também apresentou queda, de 1,94%, fechando a US$ 77,009 por onça-troy.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Projeções do Deutsche Bank para o Ouro
O Deutsche Bank reafirmou sua perspectiva otimista para o metal precioso, prevendo uma cotação de US$ 6 mil por onça-troy. O banco argumenta que, ao contrário das quedas observadas nas décadas de 1980 e 2013, as circunstâncias atuais são distintas.
Na década de 1980, as preocupações dos investidores estavam ligadas à inflação contínua, e o sucesso do Federal Reserve na desinflação foi crucial para a fraqueza do ouro.
LEIA TAMBÉM!
Atualmente, o Deutsche Bank acredita que as motivações dos investidores são mais amplas e não devem ser facilmente mitigadas. A preocupação com a inflação se refere a uma possível inflação futura, em vez de uma inflação persistente acima da meta.
Em relação à queda de 2013, que foi provocada pelo “taper tantrum”, o cenário atual do Fed é menos acomodatício, o que diminui a possibilidade de um choque agressivo.
