Melqui Galvão é transferido para São Paulo após graves acusações de crimes contra jovens atletas

Melqui Galvão, lutador de jiu-jítsu, é transferido para São Paulo após graves acusações. Entenda os detalhes dessa polêmica que chocou o esporte!

Transferência de Melqui Galvão para São Paulo

O lutador de jiu-jítsu Melquisedeque de Lima Galvão Ferreira, conhecido como Melqui Galvão, foi transferido do Amazonas e deve chegar ao estado de São Paulo ainda na noite desta quinta-feira (7), no Aeroporto de Guarulhos. Melqui foi preso preventivamente no último dia 28 de abril, em Manaus.

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As investigações tiveram início em São Paulo, após a denúncia de uma atleta de 17 anos.

A vítima relatou que os crimes ocorreram enquanto participava de uma competição esportiva na Itália. Segundo seu depoimento, o homem teria tentado ocultar as provas ao invadir o celular dela e tentou coagir os pais, que souberam do caso pela filha, oferecendo promoções profissionais e financeiras, incluindo a proposta de montagem de uma academia fora do país.

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Investigações e Acusações

No decorrer das apurações, foram identificadas outras vítimas. De acordo com a delegada, uma delas tinha apenas 12 anos na época do crime. A polícia ouviu os pais das jovens que apresentaram provas contra o professor, incluindo uma gravação na qual Melqui Galvão admite ter cometido o crime de forma indireta, além de interações entre a aluna e o treinador que indicam a ocorrência do delito.

A delegada responsável pelo caso afirmou que, diante dos relatos, foi necessário solicitar a prisão temporária do suspeito, que foi expedida pela Justiça do Estado de São Paulo, pois sua liberdade poderia prejudicar as investigações. Essa decisão foi tomada após as investigações revelarem que Melqui já havia tentado ocultar provas e silenciar as vítimas em outras ocasiões.

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Medidas da Polícia Civil

Além de suas atividades como lutador, Melqui Galvão também atuava como instrutor de defesa pessoal na Polícia Civil do Amazonas. Assim que a instituição tomou conhecimento do caso, ele foi afastado de suas funções até a conclusão das investigações.

A Polícia Civil também irá investigar a regularidade de seu vínculo funcional e possíveis incompatibilidades em suas atividades em outros estados.

O caso foi encaminhado à Corregedoria-Geral do Sistema de Segurança Pública, visando instaurar um procedimento administrativo disciplinar para apurar as atividades do treinador. Em nota, o Tribunal de Justiça de São Paulo informou que o processo está em segredo de justiça.

As investigações continuam e aguardam a lauda pericial dos aparelhos apreendidos.