Meio-campista espanhol adota dieta paleolítica e compartilha detalhes de sua alimentação

Meio-campista espanhol adota a dieta paleolítica, destacando-se por sua alimentação rica em proteínas e vegetais, atraindo a atenção de fãs e especialistas

Endrick (Reprodução/Divulgação)

A dieta de atletas de elite tem atraído a atenção de fãs e especialistas, especialmente durante competições internacionais. Um dos destaques recentes é o meio-campista espanhol da seleção nacional, que segue a dieta paleolítica e compartilha detalhes de sua alimentação.

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Conhecido por sua boa forma e desempenho em campo, o atleta opta por uma alimentação rica em proteínas, frutas, vegetais e gorduras saudáveis.

Dieta Paleolítica e Seus Princípios

A dieta paleolítica busca se inspirar nos hábitos alimentares dos nossos ancestrais do período paleolítico e tem ganhado popularidade entre praticantes de atividades físicas e atletas. No entanto, essa abordagem alimentar não deve ser adotada sem uma avaliação cuidadosa, conforme alertam especialistas.

Camila Crivelli, professora e coordenadora do curso de Nutrição da Estácio, explica que a dieta apresenta características bem definidas e restrições significativas em comparação com as orientações nutricionais tradicionais.

De acordo com Crivelli, a alimentação dentro deste modelo é predominantemente composta por proteínas magras, frutas, vegetais, sementes, oleaginosas e fontes naturais de gordura. Por outro lado, a dieta implica na exclusão ou redução acentuada de vários grupos alimentares. “Este modelo alimenta-se da exclusão de cereais e grãos como aveia e milho, além de leguminosas, laticínios e alimentos ultraprocessados.

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A justificativa para isso está ligada ao padrão alimentar atribuído aos nossos ancestrais”, esclarece.

Benefícios e Riscos da Dieta

Os adeptos da dieta paleolítica relatam diversas melhorias em seu bem-estar, incluindo aumento na disposição e uma relação mais consciente com a comida. Estudos científicos têm demonstrado alguns benefícios associados a essa abordagem alimentar, como perda de peso, redução do Índice de Massa Corporal (IMC) e melhorias na circunferência abdominal e fatores relacionados ao risco cardiovascular.

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Camila destaca que parte dessas melhorias pode ser atribuída ao maior consumo de proteínas magras e gorduras saudáveis.

No entanto, ela alerta que os riscos também são consideráveis. A remoção de certos grupos alimentares pode resultar em deficiências nutricionais se a dieta for mantida por períodos prolongados sem supervisão adequada. A falta de cereais, grãos, leguminosas e laticínios pode levar à diminuição da ingestão de nutrientes essenciais ao organismo.

Para atletas, essas preocupações são ainda mais relevantes. O corpo daqueles que se exercitam intensamente apresenta necessidades energéticas específicas, principalmente durante treinos rigorosos e competições. Embora alguns esportistas possam ter sucesso com adaptações à dieta paleolítica, a limitação do consumo de carboidratos pode ser um obstáculo em atividades que requerem explosão muscular e resistência.

A Importância da Individualização na Alimentação

Cada plano alimentar precisa ser adaptado às características individuais do atleta. Apenas um nutricionista ou profissional qualificado pode oferecer orientações adequadas sobre quais alimentos e nutrientes são necessários para atender às necessidades específicas do corpo humano.

Com o aumento da popularidade da dieta paleolítica entre atletas profissionais e entusiastas das atividades físicas, especialistas enfatizam que não existe uma única estratégia alimentar que seja benéfica para todos.

Antes de iniciar qualquer plano alimentar restritivo, é crucial buscar orientação profissional para garantir saúde e desempenho ideal a longo prazo. Essa avaliação individualizada é fundamental para determinar as melhores escolhas alimentares para cada pessoa.