Medidas do Governo geram impacto de R$ 6,2 bilhões no conflito do Oriente Médio

Medidas do governo para o Oriente Médio podem gerar um impacto de R$ 6,2 bilhões mensais. Descubra como isso afeta a economia brasileira e a arrecadação!

Impacto das Medidas do Governo no Conflito do Oriente Médio

O Ministério da Fazenda estima um impacto primário de R$ 6,2 bilhões mensais devido às ações anunciadas pelo governo para enfrentar o conflito no Oriente Médio. Essas informações foram apresentadas no boletim Macrofiscal da SPE (Secretaria de Política Econômica), divulgado na última segunda-feira (18).

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O maior custo está relacionado ao diesel, conforme detalhado a seguir:

  • Subvenção ao diesel (produção nacional): R$ 3 bilhões por mês;
  • Subvenção ao diesel importado (cooperação federal): R$ 1 bilhão por mês;
  • Subvenção ao GLP importado: R$ 165 milhões por mês;
  • Alíquota zero de PIS/Cofins sobre óleo diesel: R$ 2,1 bilhões por mês;
  • Alíquota zero de PIS/Cofins sobre QAv: R$ 40 milhões por mês.

Segundo a equipe econômica, o custo fiscal das medidas é inferior ao aumento projetado na arrecadação, que resulta do próprio aumento no preço do barril de petróleo, uma vez que o Brasil é um exportador líquido do produto. As primeiras estimativas da Fazenda indicam que, ao considerar o crescimento esperado na arrecadação de royalties, dividendos, IRPJ e CSLL, além do imposto de exportação, a expectativa é de um aumento na arrecadação de cerca de R$ 8,5 bilhões por mês.

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A SPE ressalta que, apesar das medidas mitigadoras representarem um custo fiscal significativo, sua magnitude permanece abaixo do aumento esperado na arrecadação decorrente do choque. “O Brasil é exportador líquido de petróleo, e a valorização do barril amplia receitas públicas por múltiplos canais”, afirma a Secretaria.

Para essa projeção, a cotação média do petróleo foi estimada em US$ 91,25 por barril, representando uma alta de aproximadamente 25%.

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