Médica Claudia Soares Alves, de 45 anos, é presa em Goiás por suspeita de envolvimento no assassinato de Renata Bocatto, em 2020. Investigações revelam plano obsessivo
Em 5 de maio, a médica neurologista Claudia Soares Alves, de 45 anos, foi detida em Itumbiara (GO), sob suspeita de envolvimento no assassinato da farmacêutica Renata Bocatto Derani, ocorrido em 2020, em Uberlândia (MG). As investigações, conforme informações divulgadas pelo G1, revelam um padrão de comportamento obsessivo por parte de Claudia, que almejava assumir o papel de mãe da filha de Renata.
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O delegado Eduardo Leal, responsável pelo caso, detalhou que Claudia estava casada com o ex-marido de Renata e compartilhava a residência com a menina. A médica teria exercido controle sobre a criança, ditando suas escolhas de vestuário e comportamento, além de apresentar falsas acusações contra a mãe, buscando privá-la da autoridade familiar.
Segundo relatos, Claudia iniciou os planos para o crime após o término do casamento. A motivação central era a ambição de “assumir” a maternidade da menina. A médica contou com a colaboração de um vizinho e do filho dele, ambos presos em conexão com o crime.
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Além do homicídio de Renata Bocatto, Claudia Soares Alves responde por falsidade ideológica e tráfico de pessoas. Em 2020, ela sequestrou um bebê em Uberlândia, tentando registrar a criança como filha. O bebê foi encontrado no dia seguinte, e a médica tentou registrar a criança como sua.
Renata Bocatto Derani, de 38 anos, foi vítima de um ataque a tiros em 7 de novembro de 2020, ao chegar para trabalhar em uma farmácia no bairro Presidente Roosevelt, em Uberlândia. Imagens de câmeras de segurança capturaram o momento do crime, onde um indivíduo se aproximou e disparou contra Renata.
A vítima tentou se defender, mas não resistiu aos ferimentos.
Testemunhas relataram que o atirador deixou uma sacola com objetos e uma carta com ofensas à vítima antes de fugir. A investigação inicial considerou o crime passional, mas novas diligências permitiram à polícia reunir provas que ligam Claudia à execução.
A Polícia Civil de Minas Gerais e a Polícia Civil de Goiás estão colaborando para investigar se houve pagamento aos executores e se outros crimes cometidos por Claudia têm relação com o assassinato.
Claudia Soares Alves permanece presa preventivamente, aguardando o andamento das investigações. O caso ainda está sob análise pelas autoridades.
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.