MEC Anuncia Pesquisa sobre Uso de Celulares nas Escolas
O Ministério da Educação (MEC) divulgou uma pesquisa nacional para o primeiro semestre de 2026, com a finalidade de avaliar os efeitos da lei que limita o uso de celulares nas escolas brasileiras. Essa medida, que alterou a rotina escolar, completou um ano de vigência na última terça-feira (13), data em que o estudo foi anunciado.
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Desenvolvida em colaboração com o Instituto Alana e o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), a pesquisa busca entender como a lei está sendo implementada e quais os impactos iniciais no ambiente escolar. O ministro da Educação, Camilo Santana, destacou que os resultados têm sido positivos, com alunos mais engajados e interativos.
Ele também mencionou os danos causados pelo uso excessivo de telas para crianças e adolescentes, como déficit de atenção e transtornos mentais.
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Objetivos da Pesquisa
O ministro enfatizou que o celular deve ser utilizado apenas para fins pedagógicos nas salas de aula, visando transformar o espaço escolar em um ambiente de aprendizado. Segundo o MEC, a pesquisa também pretende enriquecer o debate público sobre o uso de dispositivos por jovens e aprimorar as políticas educacionais.
A lei não proíbe o uso de celulares nas escolas, mas estabelece restrições contextuais para proteção dos alunos. Ela permite o uso dos dispositivos para fins pedagógicos, acessibilidade, inclusão, necessidades de saúde e garantia de direitos fundamentais.
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Impactos do Uso Excessivo de Telas
A implementação da lei surgiu em um cenário de crescente preocupação com o uso de celulares no ambiente escolar. Estudos nacionais e internacionais indicam riscos como hiperconectividade, problemas de saúde mental e efeitos negativos no clima escolar.
Dados do Pisa (Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes) de 2022 revelam que 80% dos estudantes brasileiros se distraem e enfrentam dificuldades de concentração nas aulas de matemática devido ao celular.
A restrição ao uso de celulares nas escolas resultou em um ambiente mais focado, com alunos mais atentos. O hábito de “fotografar o quadro” se tornou inviável, levando os estudantes a escrever e registrar informações. Durante os intervalos, o pátio se transformou em um espaço de conversas, frequências à biblioteca, jogos e brincadeiras, promovendo a convivência e a ludicidade.
Apoio à Implementação da Norma
Para facilitar a implementação da norma, o MEC disponibilizou materiais orientadores para secretarias de educação, escolas, professores, estudantes e famílias. Entre os recursos oferecidos estão guias práticos, planos de aula e roteiros para reuniões entre escola e família, além de materiais para campanhas de conscientização sobre o uso responsável de celulares.
