MC Ryan segue preso em São Paulo após operação da Polícia Federal por lavagem de dinheiro

MC Ryan continua preso em São Paulo
O cantor Ryan Santana dos Santos, conhecido como MC Ryan, permanece detido na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em São Paulo. A informação foi confirmada neste sábado (18) pela defesa do artista à CNN Brasil. O funkeiro está preso há aproximadamente três dias, desde a quarta-feira (15), quando foi capturado em Riviera de São Lourenço, Bertioga, no litoral paulista.
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MC Ryan é acusado de ter realizado transações bilionárias de maneira ilícita. A operação que resultou em sua prisão, chamada “NarcoFluxo”, foi conduzida pela Polícia Federal. De acordo com a investigação, ele e outras personalidades do entretenimento estariam envolvidos em um esquema de lavagem de dinheiro.
Além disso, alguns dos investigados têm ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC).
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Desdobramentos da operação
Na última quinta-feira (16), após a audiência de custódia, a Justiça decidiu sobre a situação dele e de outros envolvidos. Entre os detidos estão o cantor MC Poze do Rodo, Mateus Magrini (irmão de Ryan), e os influenciadores Chrys Dias e Débora Paixão, conhecidos como o “Casal Imports”.
Raphael Souza Oliveira, criador da página Choquei, também foi preso.
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A Justiça determinou o bloqueio de R$ 1,6 bilhão, quantia rastreada pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), e as estimativas da PF indicam que o total pode ultrapassar R$ 260 bilhões. Para dar uma aparência de legalidade às operações, o grupo utilizava um mecanismo chamado “escudo de conformidade”, onde artistas e influenciadores exploravam sua visibilidade pública para ocultar movimentações financeiras.
Como ocorreu a ação policial
Foram expedidos 39 mandados de prisão temporária, dos quais 33 foram cumpridos inicialmente, além de 45 mandados de busca e apreensão em nove estados e no Distrito Federal. Durante a operação, a polícia apreendeu computadores, dispositivos eletrônicos e cerca de R$ 20 milhões em veículos de luxo, incluindo modelos da Porsche, BMW e caminhonetes Amarok.
Também foi determinada a quebra de sigilos telemáticos e o confisco imediato de criptomoedas mantidas em corretoras.
A defesa de Ryan afirmou que ainda não teve acesso ao procedimento que tramita sob sigilo, o que a impede de apresentar uma manifestação específica sobre os fatos. A CNN Brasil solicitou uma nova nota da defesa e aguarda retorno. O espaço permanece aberto para novas informações.
Posicionamentos das defesas
A defesa de Marlon Brendon, conhecido como MC Poze do Rodo, informou que ainda não tem conhecimento dos autos do processo e do teor do mandado de prisão expedido contra ele. Os advogados de Chrys Dias e Débora Paixão não foram localizados até a publicação desta reportagem.
A defesa de Raphael Souza Oliveira esclareceu que sua relação com os fatos investigados se deve exclusivamente à prestação de serviços publicitários por meio de sua empresa, que comercializa espaço de divulgação digital. Os valores recebidos referem-se a serviços de publicidade e marketing, atividades lícitas e regularmente exercidas há anos.
Rodrigo Morgado, também envolvido na operação, declarou sua inocência em relação às acusações. Ele sempre atuou como contador, prestando serviços contábeis de forma ética e legal. A defesa de Rodrigo afirma que toda a documentação necessária será apresentada ao Juízo no momento oportuno, reiterando que ele não participou de atividades ilícitas.
Autor(a):
Gabriel Furtado
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.



