Mauricio Camisotti depõe à PF em meio a esquema de fraudes bilionárias no INSS

Mauricio Camisotti depõe à Polícia Federal em meio a investigações de fraudes bilionárias no INSS. Descubra os detalhes dessa trama complexa!

2 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Depoimento de Mauricio Camisotti à Polícia Federal

O empresário Mauricio Camisotti prestou depoimento à Polícia Federal (PF) na terça-feira, 24 de janeiro de 2026, como parte das negociações para um acordo de delação premiada no inquérito que investiga fraudes bilionárias relacionadas a descontos associativos no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

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Desde o início do ano, Camisotti busca um entendimento com a PF e, conforme relatado pela revista Piauí, já recebia visitas de investigadores desde o final do ano anterior.

No dia 23 de janeiro, ele foi transferido da penitenciária de Guarulhos para a Superintendência da PF em São Paulo, em um acordo com sua defesa. Essa mudança teve como objetivo agilizar as negociações para o acordo de delação premiada, permitindo que ele ficasse mais próximo dos agentes e delegados responsáveis pelo caso.

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Novos depoimentos estão programados, incluindo a entrega de documentos e a confirmação de datas e transações.

Envolvimento de Camisotti nas Fraudes

A PF considera Camisotti um dos principais beneficiários e uma figura central do “núcleo financeiro” do esquema de fraudes que afetou aposentados e pensionistas. Ele foi preso no mesmo dia que Antônio Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, que permanece detido.

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Na ocasião, a PF apreendeu mais de R$ 2 milhões em bens relacionados ao caso.

No mês passado, membros da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS destacaram que Paulo Camisotti, filho e sócio de Maurício, seria a figura central na estrutura montada pela família para operar os esquemas ilícitos. O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), mencionou que a atenção dos parlamentares estava desviada para o “careca do INSS”, enquanto a família Camisotti teria movimentado valores significativamente maiores.

De acordo com Gaspar, três entidades investigadas teriam repassado juntas mais de R$ 800 milhões, com cerca de R$ 350 milhões indo diretamente para empresas ligadas aos Camisotti. “Essa família é três, quatro, cinco vezes mais forte do que o careca do INSS.

Focamos no nome do careca do INSS, mas lembrem-se do nome Camisotti. Nessa operação, foi cinco vezes maior”, afirmou o deputado. A defesa de Camisotti não se pronunciou sobre as negociações em andamento.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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