Expansão do Ensino Médio Integral Quadruplica em 10 Anos
Um estudo da ONG Todos Pela Educação revela um crescimento expressivo no ensino integral nas redes estaduais brasileiras. Entre 2016 e 2024, o número de matrículas em modalidades de ensino integral mais que triplicou, alcançando 1,3 milhão de estudantes, segundo dados do MEC, Inep e Deed.
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O estudo também destaca um aumento significativo no número de escolas que oferecem o modelo, passando de 1.600 para mais de 7.000 unidades, com mais de 5.400 novas escolas.
Distribuição Regional do Ensino Integral
A região Nordeste se destaca como a que mais adota o ensino integral, com estados como Pernambuco, Piauí, Ceará e Paraíba ultrapassando 50% das matrículas em tempo integral, enquanto a média nacional é de 22%.
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Em contraste, estados como Roraima, Santa Catarina e o Distrito Federal apresentam uma cobertura aquém da média nacional, com menos de 5% das matrículas em tempo integral.
Impacto e Perspectivas
O diretor de Políticas Públicas do Todos Pela Educação, Gabriel Corrêa, ressalta a importância do ensino integral para combater a evasão escolar. “O Ensino Médio ainda enfrenta desafios de aprendizagem e permanência, e o modelo integral é uma alavanca comprovada para enfrentar esse cenário. Evidências mostram que o modelo reduz a evasão, melhora a aprendizagem e amplia o acesso ao Ensino Superior”, afirma.
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Corrêa destaca o compromisso político e planejamento contínuo como elementos cruciais para a expansão do ensino integral, citando estados como Bahia, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul, que alcançaram patamares elevados recentemente.
Além disso, Piauí, Ceará e Paraíba, que se destacam na cobertura de matrículas, também são redes com maior expansão de escolas no período analisado.
Corrêa celebra o crescimento do ensino integral, destacando seus impactos positivos na educação, economia e sociais, especialmente para jovens em situação de vulnerabilidade. A expansão nacional, ele acredita, é resultado da união de priorização, planejamento e continuidade, indicando que o Brasil precisa consolidar e ampliar o modelo, enfrentando as desigualdades regionais.
