Mato Grosso atinge 75% da meta de recuperação de pastagens com o Plano ABC+

Mato Grosso se destaca na recuperação de pastagens, alcançando 3,82 milhões de hectares. Descubra como o estado equilibra produção e preservação ambiental!

27/05/2026 19:51

4 min

Mato Grosso atinge 75% da meta de recuperação de pastagens com o Plano ABC+
(Imagem de reprodução da internet).

Mato Grosso avança na recuperação de pastagens

O estado de Mato Grosso já recuperou 3,82 milhões de hectares de pastagens, o que representa 75,3% da meta definida no Plano ABC+ para a região. Esse progresso foi destacado em um encontro com jornalistas promovido pela Famato (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso), onde o governo apresentou os resultados e as estratégias do programa de agricultura de baixa emissão de carbono.

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A secretária adjunta de Agronegócio da SEDEC (Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado de Mato Grosso), Linacis Lisboa, enfatizou a combinação entre alta produção agropecuária e preservação ambiental no estado. “Cerca de 40% do território é utilizado para produção, enquanto o restante é preservado.

Isso demonstra que Mato Grosso é o estado que mais produz e preserva simultaneamente”, afirmou.

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Plano ABC+ e suas metas

Linacis destacou que o Plano ABC+ é uma política voltada para a produção sustentável, que vai além das questões ambientais, focando na adoção de tecnologias que aumentam a produtividade e reduzem impactos. “O plano visa produzir mais com menos emissão, com maior eficiência e melhor uso da terra”, explicou.

O Plano ABC+ em Mato Grosso é estruturado em metas ambiciosas e abrange diversas frentes produtivas. O estado contribui com cerca de 17% da meta nacional do programa, o que equivale a aproximadamente 12,5 milhões de hectares que devem ser impactados por tecnologias sustentáveis.

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Entre as principais iniciativas estão os sistemas integrados de produção, como a integração lavoura-pecuária e lavoura-pecuária-floresta, que otimizam o uso do solo e aumentam a produtividade.

Avanços nas tecnologias de recuperação

A secretária também mencionou os avanços nas tecnologias de recuperação de pastagens, um dos pilares do Plano ABC+. Ela explicou que a classificação técnica no Brasil considera diferentes níveis de degradação, desde áreas com baixo vigor até aquelas em estágios mais avançados de deterioração. “Uma pastagem degradada é aquela que perdeu sua capacidade produtiva e precisa ser recuperada, independentemente do nível de degradação”, afirmou.

De acordo com Linacis, a recuperação dessas áreas resulta em ganhos diretos em produtividade e sustentabilidade. “Melhorar a qualidade do pasto aumenta a oferta de alimento para o rebanho, melhora a microbiota do solo, o controle hídrico e amplia a biomassa disponível, resultando em maior produtividade por área”, disse.

Importância do manejo adequado

O chefe-adjunto de Transferência de Tecnologia da Embrapa, Flávio Wruck, ressaltou que o diagnóstico da qualidade das pastagens no Brasil indica que ainda há espaço significativo para melhorias no manejo e na recuperação dessas áreas. Ele destacou que a adoção de manejo adequado e a correção periódica do solo são essenciais para impactar positivamente a produtividade do sistema pecuário.

Wruck também mencionou que sistemas que integram lavoura e pecuária tendem a apresentar melhor desempenho das pastagens, especialmente quando combinados com práticas como plantio direto. Para os próximos anos, ele enfatizou a importância do monitoramento contínuo da qualidade do solo como uma ferramenta de gestão eficaz.

Integração entre agricultura e pecuária

Rodrigo Destefani Minuzzi, produtor rural e presidente do Sindicato Rural de Campo Verde, destacou que a integração entre agricultura e pecuária tem sido crucial para a recuperação de áreas degradadas e para aumentar a eficiência da produção no campo.

Ele explicou que o uso de culturas como soja e milho dentro do sistema contribui para melhorar a fertilidade do solo e devolver melhores condições produtivas ao pasto.

“A agricultura é utilizada como uma ferramenta para reformar as pastagens. Com o plantio de soja e milho, conseguimos melhorar o solo, aumentar a fertilidade e devolver uma pastagem mais estruturada. Isso reduz custos e eleva a produtividade”, afirmou Minuzzi, que também ressaltou que o manejo em sua propriedade é fundamentado em análises técnicas e no uso adequado de tecnologias no campo.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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