Mulheres e crianças em risco: Massa Crítica mobiliza contra a violência nas cidades! 🚨 Em Porto Alegre, ação crucial nesta sexta-feira (27). Descubra como!
Em março de 2026, o movimento Massa Crítica intensifica suas ações em todo o país, respondendo ao aumento da violência contra mulheres e crianças. A iniciativa, que visa promover cidades mais seguras para ambos, se manifesta através de mobilizações em diversas capitais, incluindo Porto Alegre.
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O evento central em Porto Alegre, previsto para a última sexta-feira do mês (27), acontecerá às 18h45 no Largo Zumbi dos Palmares, na região da Cidade Baixa.
O pedal organizado pela Massa Crítica busca reafirmar a importância de ocupar o espaço urbano como forma de resistência contra a desigualdade estrutural. As participantes enfatizam que sua presença nas ruas não é uma interferência no trânsito, mas sim uma demonstração de que elas são parte integrante do fluxo da cidade.
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A bicicleta, vista como ferramenta de autonomia, também expõe as mulheres a diferentes formas de violência cotidiana.
Para Carol Rolim, uma ciclista desde 2014, a mobilidade urbana é marcada por insegurança e medo. Relatos de assédio e violência são frequentes, e as mulheres muitas vezes enfrentam essas dinâmicas de forma isolada. A organização do “Março das Mulheres” foi impulsionada por Heblisa Mello, que facilitou a conexão entre as Massas Críticas em diferentes regiões do Brasil, através da criação de um grupo de “puxadores” e da plataforma online.
O movimento critica a forma como as cidades foram planejadas historicamente, priorizando as necessidades de homens, e ignorando o papel fundamental das mulheres na vida urbana. A memória da ciclista e pesquisadora, vítima de violência no trânsito em São Paulo, ressalta que a mobilidade é uma questão de gênero.
Mulheres enfrentam trajetos mais complexos, assédio e infraestrutura inadequada, evidenciando uma exclusão que se agrava em diferentes grupos sociais, como mulheres negras, migrantes, pessoas com deficiência e mulheres trans.
A Massa Crítica exige políticas públicas efetivas de proteção, com perspectiva de gênero e justiça social, além de campanhas permanentes de conscientização sobre feminicídio e assédio. O movimento defende a criação de ambientes seguros em todas as instâncias, desde a educação até o ambiente de trabalho, visando garantir que crianças possam brincar e se deslocar com autonomia, e que mulheres possam se locomover com segurança e dignidade.
Acreditam que cidades seguras para mulheres e crianças são cidades melhores para todos.
Autor(a):
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.