Marinho afirma que Petrobras é estratégica e descarta privatização em campanha de Flávio Bolsonaro

Marinho reafirma a importância da Petrobras para o Brasil e sinaliza que a privatização não está nos planos da campanha de Flávio Bolsonaro.

O senador Rogério Marinho (PL-RN)

O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), senador Rogério Marinho (PL), afirmou nesta terça – feira (18) que a Petrobras é uma empresa estratégica para o Brasil e descartou planos de privatização da estatal, caso Flávio seja eleito presidente.

A declaração foi feita durante um evento promovido pela Unecs (União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços) em Brasília, onde Marinho representou o candidato ao lado do vice Alfredo Gaspar, que também estava presente após a ausência de Flávio devido a compromissos em Minas Gerais.

Marinho destacou a importância da Petrobras e mencionou que todas as estatais passarão por avaliações para determinar sua eficácia. “Não há nenhum plano no sentido de privatizar a Petrobras”, declarou o senador a jornalistas. Essa fala marca uma posição clara da campanha de Flávio sobre um tema econômico que gera divisões dentro da direita.

O ex – governador de Minas Gerais e concorrente ao Planalto, Romeu Zema (Novo), possui uma visão diferente sobre o assunto.

Possíveis vendas de ativos

Apesar de descartar a privatização da Petrobras, Marinho não excluiu a possibilidade de que determinados ativos sejam vendidos. Ele lembrou que, durante o governo Jair Bolsonaro, houve vendas de poços maduros para a iniciativa privada. Essa declaração surge em um contexto mais amplo de debate sobre o papel do Estado na economia, um tema que promete ser central na campanha presidencial.

No caso específico de Flávio Bolsonaro, a proposta inclui cortes nos gastos públicos e redução da carga tributária, mas sem sugerir uma privatização completa da Petrobras, uma das principais empresas do país. Marinho ainda mencionou que um eventual governo Flávio retomaria iniciativas do governo anterior voltadas para aumentar investimentos privados no Brasil, como concessões e outorgas.

Críticas à gestão atual

Durante sua fala, Rogério Marinho criticou também a condução do atual governo Lula em relação à Eletrobras e possíveis revisões na capitalização da estatal. O senador manifestou preocupação com as direções tomadas pelo governo atual e como isso pode impactar o setor energético no país.

Leia também

Além disso, Marinho reafirmou seu compromisso com Alfredo Gaspar como vice na chapa de Flávio Bolsonaro, descartando qualquer possibilidade de mudança nessa posição. “Gaspar é o candidato”, garantiu o coordenador da campanha.