Avanço Naval Português: A Plataforma Multifuncional “D. João II”
Em 2026, Portugal está prestes a receber o “D. João II”, uma plataforma naval inovadora projetada para lançar e recuperar veículos não tripulados (drones) de diversas naturezas. A embarcação, apelidada de “porta-drones”, representa um avanço significativo para a Marinha Portuguesa, impulsionado por sua flexibilidade e custo-benefício.
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O projeto, que se inicia em 2027 após testes e certificações, visa atender a uma gama de missões, desde militares e científicas até humanitárias.
Comparação com Porta-Aviões e o Conceito Multiproposito
O “D. João II” se distingue por sua capacidade de deslocamento de cerca de 8.000 toneladas, comparável a 50 drones de 150 kg, e a capacidade de transportar até 200 pessoas. Embora seja significativamente menor que um porta-aviões, como o USS Gerald R.
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Ford (com mais de US$ 24 bilhões), ou o britânico Queen Elizabeth (com 65 mil toneladas), a plataforma portuguesa oferece uma abordagem inovadora. O conceito central é a modularidade, permitindo que a embarcação se adapte rapidamente a diferentes funções, como vigilância oceânica, resgate de refugiados ou coleta de dados oceanográficos.
Capacidades e Adaptação
A plataforma é capaz de operar drones de superfície, subsuperfície e aéreos, com drones de até 600 kg. Essa capacidade de alcance, estimada em até 1.500 km a partir da plataforma, é consideravelmente maior do que a de navios tradicionais. Além disso, os drones podem operar de forma isolada por até 30 dias, expandindo a área de influência da embarcação.
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A Marinha Portuguesa priorizou a adaptabilidade, buscando uma plataforma “plug and play” que possa ser rapidamente reconfigurada para atender a diversas necessidades, como acomodar equipes de resgate ou operar em ambientes complexos.
Financiamento e Construção
O custo total do “D. João II” é de 132 milhões de euros, com 94,5 milhões de euros provenientes do Plano de Recuperação e Resiliência da União Europeia (após a pandemia de COVID-19) e 37,5 milhões de euros do Estado português. A construção está sendo realizada pela empresa holandesa Damen na cidade de Galati, na Romênia.
A data de entrega original era 2025, mas foi adiada para 2026, devido a alterações no projeto e ao aumento do custo.
Perspectivas e Impacto
O “D. João II” representa um investimento estratégico para Portugal, considerando sua localização geográfica e a importância do oceano Atlântico. A plataforma, com seu conceito inovador e capacidade de adaptação, pode desempenhar um papel crucial na segurança marítima, na exploração de recursos e na resposta a emergências.
O projeto demonstra a capacidade de Portugal de inovar e se adaptar a desafios complexos, consolidando sua posição como um ator relevante no cenário naval internacional.
