Marinha do Brasil Apresenta Plano de Trabalho ao STF para Almir Garnier
A Marinha do Brasil protocolou, nesta sexta-feira (16), um plano de trabalho ao Supremo Tribunal Federal (STF) para o almirante da reserva Almir Garnier, que cumpre 24 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Garnier está detido em Brasília desde novembro de 2025.
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O plano propõe que o militar realize atividades de caráter intelectual, sem acesso à internet, enquanto cumpre sua pena nas instalações da Marinha. A implementação da proposta depende da aprovação do relator no STF, o ministro Alexandre de Moraes.
Atividades Propostas
Conforme informações da Marinha, as atividades a serem desenvolvidas são analíticas e técnicas, incluindo:
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- Avaliação de sistemas de comando e controle da Marinha
- Análise do SISGAAZ (Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul)
- Análises críticas sobre fragatas Classe Tamandaré
- Avaliação de sistemas de simulação, sensores, armas e veículos não tripulados
- Análise de projetos técnicos da Marinha
- Estudos sobre inteligência artificial aplicada a processos decisórios militares
As atividades ocorrerão em uma sala administrativa dentro da unidade de custódia, utilizando um computador sem acesso à internet. Garnier poderá participar de videoconferências, mas não terá acesso a navegadores.
Jornada de Trabalho e Avaliação
O plano estabelece uma jornada de trabalho de 6 a 8 horas por dia, de segunda a sábado, com expediente das 8h às 18h. A Marinha também informou que já estão disponíveis os meios para o início de um curso técnico ou profissionalizante, além de livros para participação no programa da Lei de Execuções Penais.
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Se autorizado pelo STF, a produtividade de Garnier será avaliada por meio de relatórios e materiais produzidos, podendo isso contribuir para a remição de sua pena. Segundo a Corte, ele foi o único comandante das Forças Armadas a ser preso durante a fase de instrução penal, após evidências de que teria colocado tropas da Marinha à disposição do então presidente.
