Mariana adere a acordo com Vale e BHP para reparar desastre fundiário
Mariana formaliza acordo com Vale e BHP para compensar desastre fundiário; R 1,2 bilhão será destinado à recuperação.
A Prefeitura Municipal de Mariana, em Minas Gerais, anunciou neste dia 19 de agosto de 2026 sua adesão formal ao acerto para reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem Fundão pela mineradora Samarco. Com essa movimentação jurídica, a cidade deve receber um aporte total de R 1,2 bilhão proveniente das empresas Vale e BHP Billiton.
O prefeito local do PSB detalhará mais ganhos negociados na ocasião no próximo dia 20 de agosto, com uma entrevista marcada às 10h 30 horas no Centro de Convenções de Mariana.
Acordo em Minas Gerais: detalhes financeiros
Apesar do acordo firmado entre as controladoras — vale é acionista majoritário junto à bhp billiton —, o Poder360 apurou que haverá obrigações adicionais da Samarco para a cidade. Além dos valores previstos pelo pacto principal envolvendo Vale e BHP Billiton, espera – se obras extras realizadas pela mineradora localmente desenvolvidas.
Segundo informações colhidas por jornalistas na região, também deve ser estabelecido um compromisso com benefícios complementares nas demais cidades mineiras já participantes ou aderentes ao mesmo ajuste de danos ambientais em Minas Gerais.
Impactos jurídicos: saída do processo no Reino Unido
Com esta adesão formal à repactuação interna brasileira, Mariana se desvincula automaticamente das ações judiciais que tramitam fora do país. Especificamente, a cidade sairá da ação movida perante o Tribunal Superior de Londres (UK.
Este litígio internacional busca indenizações pelos prejuízos causados pelo rompimento e envolve cerca de 620 mil pessoas físicas, empresas privadas e comunidades afetadas pela tragédia na barragem Fundão. O tribunal britânico havia determinado em novembro de 2025 que BHP Billiton era responsável por esse evento.
Posicionamento sobre as acções internacionais. O escritório de advocacia legalmente encarregado dos representantes das vítimas no processo londrino divulgou uma nota nesta quarta – feira (19/ago), sem mencionar Mariana diretamente o caso específico da cidade mineira. A declaração reforçou a autonomia municipal ao afirmar: “a decisão de aderir ou não à repactuação cabe a cada município, a partir de suas próprias circunstâncias jurídicas, financeiras e administrativas”.
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Por fim, foi esclarecido na mesma comunicação que tomar parte do acordo local “não altera o andamento da ação inglesa”, mantendo assim as ações judiciais em curso perante autoridades britânicas.