Marco Rubio propõe nova relação entre EUA e Cuba com ajuda de US$ 100 milhões
Marco Rubio propõe uma nova relação entre EUA e Cuba, oferecendo US$ 100 milhões em ajuda, mas com condições. Descubra os detalhes dessa iniciativa!
Marco Rubio propõe nova relação entre EUA e Cuba
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, manifestou sua disposição para estabelecer uma nova relação entre os EUA e Cuba em uma mensagem de vídeo em espanhol, divulgada na rede social X nesta quarta-feira (20). No vídeo, Rubio reiterou uma proposta de ajuda que os EUA já haviam oferecido ao regime cubano, no valor de aproximadamente US$ 100 milhões (cerca de R$ 500 milhões) em medicamentos e alimentos.
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No entanto, ele destacou que a distribuição desses itens deve ser feita pela Igreja Católica ou por organizações de caridade, e não por empresas ligadas ao regime cubano, que, segundo ele, poderiam desviar os produtos.
Rubio responsabilizou os líderes cubanos pela falta de eletricidade, alimentos e combustível na ilha. Ele também acusou o regime de enriquecer à custa da população. “Nós, nos EUA, estamos oferecendo ajuda não apenas para aliviar a crise atual, mas também para construir um futuro melhor”, afirmou Rubio em uma mensagem do Departamento de Estado, coincidentemente no Dia da Independência de Cuba. “A verdadeira razão pela qual vocês não têm eletricidade, combustível ou comida é porque aqueles que controlam seu país saquearam bilhões de dólares, mas nada foi usado para ajudar o povo”, acrescentou.
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Críticas ao regime cubano
Segundo Rubio, uma empresa chamada Gaesa, criada há 30 anos e controlada pelas forças armadas, possui receitas três vezes superiores ao orçamento do governo atual. “Hoje, enquanto você sofre, esses empresários têm 18 bilhões de dólares em ativos e dominam 70% da economia cubana”, destacou. “Eles lucram com hotéis, construção civil, bancos, lojas e até mesmo com o dinheiro que seus parentes enviam dos EUA.
Tudo passa pelas mãos deles. Dessas remessas, eles retêm uma porcentagem, mas dos lucros da Gaesa, nada chega até você”, completou.
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O secretário de Estado dos EUA também afirmou que os dirigentes não utilizam os recursos financeiros para adquirir petróleo para a população. “Em vez de usar o dinheiro para comprar petróleo, como todos os países do mundo, eles dependem do petróleo gratuito de Hugo Chávez e Maduro para manter o dinheiro”, disse. “Mas agora que o petróleo gratuito parou de chegar, eles compram combustível para seus geradores e veículos, enquanto o povo é obrigado a se sacrificar”, acrescentou.
Resposta da embaixada cubana
Em resposta, na manhã desta quarta-feira (20), a embaixada de Cuba nos EUA declarou que Rubio mentiu e que os Estados Unidos estão impondo crueldade à ilha. “A razão pela qual o secretário de Estado dos EUA mente tão repetidamente e sem escrúpulos ao se referir a Cuba e tentar justificar a agressão à qual submete o povo cubano não é ignorância ou incompetência”, afirmou a embaixada em uma publicação no Facebook. “Ele sabe muito bem que não há desculpa para tamanha agressão cruel e implacável”, acrescentou.
O presidente americano Donald Trump tem buscado uma mudança de regime em Cuba, onde os comunistas estão no poder desde a revolução liderada por Fidel Castro, irmão de Raúl Castro, em 1959. Os Estados Unidos impuseram, na prática, um bloqueio à ilha, resultando em apagões e agravando ainda mais a já frágil economia cubana.
Espera-se que o governo Trump anuncie nesta quarta-feira (20) uma medida que intensificaria a pressão de Washington contra o governo comunista da ilha caribenha.
As acusações contra Castro, de 94 anos, devem se basear em um incidente de 1996, quando jatos cubanos abateram aviões operados por um grupo de exilados cubanos, conforme informou um funcionário do Departamento de Justiça dos EUA à Reuters, sob condição de anonimato.