Marco Rubio discute a busca por uma transição democrática na Venezuela, sem prazo para eleições, e analisa a captura de Maduro e suas implicações.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou neste domingo (4) que o governo americano busca uma transição democrática na Venezuela. No entanto, ele não estabeleceu um prazo para a realização de eleições no país. Durante uma entrevista a uma emissora americana, Rubio enfatizou que a prioridade da administração é lidar com a “realidade imediata” e considerou prematuro discutir um cronograma eleitoral neste momento.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Rubio afirmou: “Temos questões de curto prazo que precisam ser tratadas agora. Todos queremos ver um futuro brilhante para a Venezuela, uma transição para a democracia.”
Em outra entrevista, Rubio reiterou a importância de um olhar realista sobre a situação política na Venezuela. Ele destacou que o país enfrenta desafios há mais de 15 anos, o que dificulta a expectativa de uma eleição imediata. O secretário também comentou sobre a operação para captura de Maduro, realizada na madrugada de sábado (3), defendendo que não se tratou de uma invasão, mas sim de uma operação de prisão e aplicação da lei.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A captura de Maduro pelos EUA gera um cenário de incertezas para a Venezuela. A Suprema Corte do país poderá tomar decisões importantes após a deposição do líder. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alertou que, se a Venezuela não agir corretamente, enfrentará consequências severas, possivelmente mais graves do que as que Maduro já enfrenta.
O professor de Relações Internacionais, Alexandre Coelho, analisou os possíveis desdobramentos dessa situação e suas implicações geopolíticas. Segundo ele, um dos cenários é a manutenção da estrutura de poder atual, mas com novos protagonistas.
A Venezuela poderia ter uma representação externa em conversação com o governo americano, enquanto a estrutura interna continuaria sob o comando de Diosdado Cabello.
Coelho também destacou que o petróleo é uma motivação central na operação americana. A Venezuela possui a maior reserva de petróleo do mundo, com cerca de 302 bilhões de barris, o que torna a situação ainda mais complexa e relevante no cenário internacional.
Autor(a):
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.