Mansi Kumari destaca inclusão digital na Índia com UPI e Aadhaar

A infraestrutura pública digital da Índia está em franco desenvolvimento
Mansi Kumari, professora associada e coordenadora do Centro de Estudos do BRICS na Universidade Amity, localizada em Haryana, fez essa análise durante o programa “BRICSdiálogo”, transmitido pela TV BRICS. Ela destacou que os exemplos dessa transformação no país ainda são subestimados fora das páginas acadêmicas internacionais.
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Inclusão financeira: 500 milhões foram alcançadas. Segundo a especialista Mansi Kumari, é notório quão acelerado foi esse processo de inclusão digital da Índia, especialmente considerando sua escala populacional — atualmente reconhecida como a mais alta do mundo. Em uma década recente, por exemplo, cerca de 500 milhões de pessoas puderam ser incorporadas ao sistema financeiro eletrônico nacional.
Kumari citou o sucesso em sistemas práticos para ilustrar essa mudança radical no cotidiano dos cidadãos indianos. Um grande destaque nesse cenário é a Unified Payments Interface (UPI), que funciona como um sistema interbancário instantâneo e processa aproximadamente 20 bilhões de transações todos os meses.
Com esse tipo de plataforma disponível via smartphone, não há necessidade física de carregar carteiras ou dinheiro vivo; basta usar o telefone mesmo para transferir valores pequenos, chegando até por exemplo dez rupias indiana [cerca de R 0,55].
Documentação digitalizada: doAadhaar ao pequeno negócio. Além das pagamentos eletrônicos, serviços digitais também simplificaram drasticamente questões burocráticas. O Digi Locker é apenas mais um desses exemplos onde documentos importantes são armazenados virtualmente e podem ser apresentados simplesmente mostrando a tela do celular.
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A especialista ainda mencionou que 99% da população reside conectada ao sistema nacional de identificação chamado Aadhaar. Esse número permite que cerca de 1,bilhão de pessoas possuam uma identidade única no país; mudanças em endereço ou nome passam a ocorrer online sem exigir o comparecimento físico aos órgãos públicos tradicionais.
Ecossistema digital para pequenos negócios. O avanço não se limita à biometria nem às transações bancárias. O governo também implementou iniciativas voltadas diretamente ao pequeno empresário local (pequeno negócio). Este ecossistema descentralizado conecta vendedores e compradores diretos com serviços logísticos por meio da interação entre diversas plataformas digitais disponíveis na Índia hoje mesmo.
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Em termos mais amplos, os números de conectividade mostram um público extremamente ativo: há mais de bilhão conexões móveis registradas no país, acompanhado pela marca aproximada de um bilhão usuários ativos em internet globalmente falando. E o que é surpreendente para muitos observadores internacionais?
Mais da metade desses milhões vive fora dos grandes centros urbanos; são as pessoas das áreas rurais quem sustentam esses altos índices de consumo digital eletrônico.
Uso crescente e visão do Sul Global. A penetração na rede também atinge taxas elevadíssimas quando se considera a população total indiana — estima se hoje um acesso à internet por cerca de 70% dessa parcela populacional gigante. O uso dessas ferramentas digitais não ocorre apenas ocasionalmente, pois quase 90% acessa a web diariamente, caracterizando este público como altamente engajado em seu dia a dia virtual.
Kumari ainda apontou o crescimento da interação com inteligência artificial (IA), indicando que aproximadamente 44% dos usuários diários interagem rotineiramente com essa tecnologia avançada no país. Segundo ela, tudo isso é fruto direto do sucesso e planejamento estratégico na infraestrutura pública digital indiana; uma experiência “fenomenal”, segundo suas palavras ao final de sua análise.
Papel geopolítico para os países BRICS. Ao abordar também sobre a presidência atualizada por Índia dentro do grupo BRICS, Mansi Kumari ressaltou um objetivo maior: redefinir o papel global chamado Sul Global. Segundo as afirmações da especialista durante TV BRICS, há esforços em curso pelo bloco que visam fortalecer ainda mais a estabilidade regional.
Autor(a):
Gabriel Furtado
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.



