Manifesto Feminista Revoluciona Luta por Direitos em 2026: Urgência e Unidade!

Manifesto Feminista Unifica Luta por Direitos em 2026!
Em Brasília, movimentos feministas entregam documento crucial ao governo.
Demanda fim da escala 6×1, combate à violência e direitos reprodutivos.
União inédita busca justiça racial e soberania das mulheres!

3 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Manifesto Feminista Unifica Movimentos em Defesa de Direitos em 2026

Em Brasília, representantes de movimentos feministas e organizações sociais entregaram ao governo federal um manifesto abrangente, consolidando demandas urgentes para o Dia Internacional de Luta das Mulheres, celebrado em 2026. O documento, fruto de um esforço coletivo de mais de 300 organizações, aborda desde a violência de gênero até questões como justiça racial e a defesa da democracia, demonstrando a força de uma articulação que se iniciou em janeiro deste ano.

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Organização e Demanda

A articulação, liderada pela Articulação Nacional do 8 de Março, construiu o manifesto através de reuniões regulares, buscando convergência entre diferentes perspectivas. O documento, intitulado “Pela vida das mulheres: contra o imperialismo, por democracia, soberania e pelo fim da escala 6×1”, reflete o diálogo com resoluções da Assembleia Nacional de 2025, buscando conectar demandas históricas do movimento feminista com os desafios contemporâneos.

A entrega do manifesto foi dirigida à Ministra das Mulheres, Márcia Lopes, e ao Ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.

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Pautas Centrais

Entre as principais bandeiras apresentadas, destaca-se a necessidade de extinguir a escala de trabalho 6×1, reconhecendo seus impactos desproporcionais sobre as mulheres, que frequentemente acumulam jornada remunerada e responsabilidades domésticas.

Maria Fernanda Marcelino, militante da “Militante da”, enfatizou a importância da unidade em torno dos temas prioritários, visando garantir a defesa intransigente da vida das mulheres. A demanda por um “extraneteto” no valor de R$ 10 bilhões para combater a violência de gênero, juntamente com a expansão da rede de atendimento e a criação da Casa da Mulher Brasileira, também foram apontadas como cruciais.

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Direitos Reprodutivos e Justiça Racial

O manifesto defende a legalização do aborto como um direito fundamental, além de propor políticas de redução de danos para mulheres e meninas que interrompem a gravidez. A reivindicação se estende à garantia de atendimento integral às vítimas de violência sexual e à discussão sobre a divisão do trabalho doméstico e de cuidados, que historicamente recai sobre as mulheres.

A questão da letalidade da população negra, evidenciada por dados que apontam que a maioria das mulheres assassinadas em 2025 eram negras, também foi abordada, demandando ações permanentes de educação antirracista e políticas para reduzir essa disparidade.

Democracia e Internacionalismo

Além das questões internas, o manifesto expressa solidariedade às mulheres de países como Palestina, Venezuela e Cuba, defendendo a regulação das plataformas digitais e a maior participação feminina nos espaços de decisão do Estado. A retomada da reforma agrária, o reconhecimento da agroecologia e a demarcação de terras indígenas e quilombolas também foram incluídos como pautas importantes.

A expectativa é que o documento amplie o debate público sobre as políticas necessárias para garantir direitos e reduzir desigualdades de gênero no Brasil, com os movimentos feministas reforçando sua atuação nas ruas e pressionando o poder público a responder às reivindicações.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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