Manifesto de Solidariedade a Cuba: Bloqueio Americano Acirra Crise e Denuncia Cerco de 60 Anos

Manifesto de solidariedade a Cuba denuncia bloqueio! Movimentos populares e intelectuais se unem contra a política dos EUA. Leia a matéria!

Manifesto de Solidariedade a Cuba Denuncia Bloqueio Econômico

Um manifesto de solidariedade a Cuba foi divulgado nesta segunda-feira (11), reunindo diversos movimentos populares, intelectuais e parlamentares brasileiros. O documento expressa uma forte demanda pelo fim do bloqueio econômico e financeiro imposto pelos Estados Unidos, que os signatários consideram uma medida ilegal e que desrespeita a soberania da ilha caribenha.

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A iniciativa ressalta a longa resistência de Cuba ao que é descrito como um “cerco” que dura mais de 60 anos, enfrentando uma política amplamente criticada e condenada em votações anuais na Organização das Nações Unidas (ONU). Apenas alguns países, como Estados Unidos, Israel, Ucrânia e Argentina, têm demonstrado desaprovação recente em relação às resoluções internacionais que pedem o fim das sanções.

O manifesto destaca que as restrições impostas têm um impacto direto na vida da população cubana, dificultando o envio de remessas familiares e prejudicando o turismo, principal fonte de divisas do país. Além disso, a obtenção de bens essenciais, como equipamentos médicos e insumos de saúde, tornou-se extremamente difícil, o que tem contribuído para o êxodo da juventude cubana em busca de melhores oportunidades.

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Contexto Histórico e Influências

Os autores do manifesto apontam que a situação atual se intensificou durante o governo de Donald Trump, sob a influência da Doutrina Monroe. O documento enfatiza que a constante ameaça de intervenção militar e as limitações ao fornecimento de combustível por países como a Venezuela representam uma violação do direito inalienável à soberania nacional.

Fronte Política e Apoio Social

O manifesto conta com o apoio de uma ampla frente política, incluindo parlamentares dos partidos PT, PCdoB e Psol. A Ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, e outras lideranças como Gleisi Hoffmann, Jandira Feghali e Erika Hilton também assinam a iniciativa em defesa da autodeterminação do povo cubano.

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No campo intelectual e social, figuras como Frei Betto, Leonardo Boff, Fernando Morais, José Genoino e o economista Paulo Nogueira Batista Jr. se juntam à causa.

Apoio de Organizações da Sociedade Civil

Organizações de massa e entidades sindicais reforçam o apoio institucional à ilha. Entre os grupos citados no documento, destacam-se o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a União Nacional dos Estudantes (UNE) e o Movimento das Trabalhadoras e Trabalhadores Sem-Teto (MTST).

Os signatários do manifesto defendem que a América Latina e o Caribe devem ser regiões de paz, livres de bases militares estrangeiras e pautadas pela justiça social.