Manifestantes Protestam Contra o Feminicídio em Brasília e em Vários Estados
Em 7 de dezembro de 2025, manifestantes se reuniram na Feira da Torre, em Brasília, para expressar sua indignação contra o feminicídio no Brasil. O ato, intitulado “Levante Mulheres Vivas”, teve início às 10h e contou com a presença de diversas autoridades e representantes de movimentos sociais.
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A iniciativa surgiu em resposta a uma onda de crimes recentes que ganharam destaque na mídia nacional.
Crimes Recentes e a Mobilização Popular
A manifestação foi motivada por crimes chocantes, incluindo o carbonizado de Maria de Lourdes Freire Matos, 25 anos, cabo do Exército em Brasília; o ataque a Tainara Souza Santos, que sofreu mutilações; e o duplo homicídio de funcionárias do Cefet-RJ.
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A mobilização se estendeu a pelo menos 20 outros estados, demonstrando a amplitude do sentimento de repúdio e a urgência da questão.
Participação de Ministros e Movimentos Sociais
Além de diversos coletivos e organizações feministas, representantes do governo federal participaram do ato. Seis das dez ministras mulheres do governo Lula estiveram presentes em Brasília, incluindo as ministras da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Igualdade Racial, Mulheres, Secretaria de Relações Institucionais, Ciência, Tecnologia e Inovação, e Povos Indígenas.
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A deputada Erika Kokay, pré-candidata ao Senado pelo Distrito Federal, também esteve presente.
Reivindicações e Discursos
Durante o protesto, diversas reivindicações foram feitas, incluindo a necessidade de maior representatividade feminina em todos os níveis de poder. A ministra da Mulheres, Gleisi Hoffmann, destacou a importância de combater a subjugação histórica das mulheres e a necessidade de garantir que elas tenham voz e poder de decisão.
A ministra da Igualdade Racial, Luciana, enfatizou a importância de apoiar a educação e a emancipação econômica das mulheres. A ministra dos Povos Indígenas, Erika Kokay, alertou para a violência contra as mulheres nos territórios indígenas, que muitas vezes não é noticiada.
Conclusão
O ato na Feira da Torre em Brasília representou um momento de união e resistência contra o feminicídio. A manifestação reafirmou a necessidade de políticas públicas eficazes, de combate à cultura machista e de garantia dos direitos das mulheres.
O evento serviu como um lembrete da importância de continuar lutando por uma sociedade mais justa e igualitária.
