Manifestantes em Massa Exigem Financiamento para Universidades Argentinas
Manifestantes em massa tomam as ruas da Argentina! Milhões exigem financiamento para universidades e pressionam governo Milei a cumprir a Lei 27.795.
Manifestações em Massa Demandam Financiamento para Universidades Argentinas
Centenas de milhares de pessoas participaram nesta terça-feira (12) de marchas em diversas províncias da Argentina, como parte da Quarta Marcha Universitária Federal. O protesto, que visava defender a educação pública, exigiu que o governo de Javier Milei cumprisse a Lei 27.795, que estabelece o financiamento das universidades.
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Os manifestantes, incluindo estudantes, professores, funcionários e familiares, expressaram preocupação com a política de desfinanciamento e desmantelamento implementada pelo governo La Libertad Avanza. Dados indicam que 70% dos salários de professores e funcionários não docentes estão abaixo da linha da pobreza, com uma perda salarial de oito salários desde o início do governo.
Mobilizações em Vários Centros
Marchas foram registradas em cidades como Córdoba, Rosário, Santa Fé, Mendoza, Neuquén, Salta, Jujuy, Mar del Plata, Corrientes e Resistencia, entre outras. Mais de 60 universidades exigiram o cumprimento da lei e a destinação de verbas para garantir seu funcionamento.
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Os organizadores estimam que 1,5 milhão de pessoas se mobilizaram em diferentes partes do país.
Testemunhos de Estudantes e Professores
Guadalupe Perez Bentancur, estudante da Universidade Nacional de Quilmes, expressou a preocupação com o futuro dos estudos: “Como estudantes, entendemos a situação atual. Participamos das greves, vamos às marchas com os professores e funcionários administrativos, mas, ao mesmo tempo, sempre existe a preocupação sobre se conseguiremos continuar nossos estudos, se conseguiremos nos formar”.
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Guillermo Durán, reitor da Universidade de Buenos Aires (UBA), alertou sobre os planos do governo: “Milei tem que cumprir a lei e não está cumprindo. Resta agora expressar isso a ele nas ruas. Esta é a quarta vez que estudantes universitários vão às ruas para dizer isso a ele”.
Dados e Análises
Um relatório do Centro Ibero-Americano de Pesquisa em Ciência, Tecnologia e Inovação (Ciicti) revelou que o orçamento das universidades argentinas caiu para 0,428% do Produto Interno Bruto (PIB), o nível mais baixo desde 1989. Os fundos alocados pelo Ministério da Educação sofreram uma queda real de 21,8% em 2024, seguida por um declínio de 3,5% em 2025, com projeções de uma queda adicional de 16,9% para 2026.
Denúncias e Reações
A Confederação das Universidades Argentinas (FUA) denunciou que a crise enfrentada pelas universidades não é apenas orçamentária. “O Poder Executivo, num ato sem precedentes de desprezo institucional, decidiu se insurgir contra os outros dois poderes: ignora a Lei de Financiamento das Universidades nº 27.795, aprovada e ratificada por ampla maioria no Congresso, e desconsidera as decisões judiciais que ordenam seu cumprimento imediato”, declararam os membros da FUA.
A defesa do acesso gratuito ao ensino superior público, que remonta a 1949, motivou a grande manifestação em defesa do modelo nacional de educação, com a expectativa de que a pressão popular possa influenciar as decisões do governo.