8M Unificado em Brasília: Manifestação Denuncia Feminicídio e Reivindica Direitos
Em 8 de março de 2026, o Distrito Federal sediou o 8M Unificado, um evento que reuniu diversas organizações e movimentos sociais em um protesto contra o feminicídio e em defesa de políticas públicas mais eficazes. A manifestação, que ocorreu no centro da capital, contou com o lema “Pela vida das mulheres, contra o feminicídio, fora Celina Leão e Ibaneis”, evidenciando a demanda por ações concretas para combater a violência de gênero.
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Denúncia da Violência de Gênero e Falta de Políticas Públicas
O protesto foi marcado pela denúncia do alto índice de feminicídios no Distrito Federal, contrastando com a escassez de recursos destinados à proteção e segurança das mulheres. A situação da segurança pública, incluindo a crise do Banco Master, foi apontada como um fator agravante, evidenciando a falta de prioridade dada à proteção das mulheres.
A crescente demanda por creches públicas também foi um ponto de crítica, refletindo a urgência de políticas de apoio à maternidade e à infância.
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Participação de Movimentos Sociais e Políticos
Além das organizações feministas, o 8M Unificado contou com a presença de movimentos sociais como a Via Campesina Brasil, o Movimento dos Pequenos Agricultores, o Movimento pela Soberania Popular na Mineração e o Movimento dos Atingidos por Barragens.
A participação de representantes da CUT e da deputada federal Erika Kokay (PT-DF) reforçou o caráter político da manifestação, com o debate sobre a Convenção 190 da OIT contra o assédio no trabalho e a necessidade de garantir tempo para o autocuidado das mulheres.
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Solidariedade Internacional e Resistência Cultural
O ato também promoveu a solidariedade internacional, com a leitura de uma carta de uma representante de mulheres iranianas, denunciando os impactos das guerras e sanções econômicas sobre as populações femininas. A socióloga Camila Galetti ressaltou a importância do evento para mostrar a resistência das mulheres contra todas as formas de violência, reafirmando a necessidade de combater a cultura do estupro e a “epidemia de morte” que afeta as mulheres no país.
Conclusão: A Luta Continua
O 8M Unificado em Brasília representou um momento de mobilização e resistência das mulheres, em busca de um futuro livre da violência e com direitos garantidos. A manifestação reafirmou a importância da luta por políticas públicas eficazes, da defesa da soberania alimentar e do combate ao feminicídio, consolidando a voz das mulheres na agenda política e social do país.
