Mango surpreende o Brasil! Após falência em 2013, a gigante do fast fashion retorna com força total, impulsionada por parceria com Dafiti. Descubra os segredos do sucesso e o plano estratégico “4E” de Toni Ruiz!
Após uma década de silêncio, a marca espanhola Mango ressurgiu com força total no Brasil, gerando grande expectativa no setor de moda e varejo. A volta da gigante do fast fashion, que já havia sido considerada falida em 2013, é um caso de estudo que demonstra a importância de adaptação e- estratégias inteligentes para o sucesso no mercado brasileiro.
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Em 2013, a Mango encerrou suas operações físicas no Brasil, após enfrentar desafios complexos no mercado nacional. Segundo informações do Diário do Comércio e do Fashion Network, a burocracia elevada e os altos impostos de importação foram fatores cruciais na decisão da empresa.
Além disso, a tentativa de focar apenas no e-commerce não obteve o sucesso esperado, devido à falta de hábito de compra online da população brasileira na época.
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A retomada da Mango no Brasil foi impulsionada por uma parceria estratégica com a Dafiti, a maior fashiontech da América Latina. A negociação, que durou nove meses, inseriu a Mango no portfólio premium da Dafiti, oferecendo uma marca de “entrada premium” para mulheres maduras das classes A e B, dispostas a investir entre R$ 150 e R$ 500 em peças.
Essa aliança permitiu que a Mango operasse sem os riscos operacionais que a derrubaram anteriormente, aproveitando a capilaridade logística da Dafiti.
A Mango se destaca no mercado brasileiro por sua proposta de valor, que se distancia do conceito de “roupa descartável” comum no fast fashion. A marca oferece designs próprios, malhas de alta qualidade, suéteres, cardigans e jeans com lavagens diferenciadas, atendendo a um público que busca durabilidade e qualidade.
A Mango se posiciona como uma alternativa de luxo acessível, que não se abala com a concorrência asiática, como a Shein.
A curiosidade por trás do nome “Mango” da marca espanhola é uma história interessante. O nome surgiu da experiência do fundador, Isak Andic, ao provar a manga pela primeira vez nas Filipinas. Ele ficou encantado com o sabor exótico e memorável, e o nome se tornou perfeito por ser fácil de pronunciar em diversos idiomas e por evocar algo especial.
Em 2026, a Mango celebra quatro décadas de existência com resultados recorde e sem dívida líquida, provando que soube aprender com os erros do passado. Sob o comando do CEO Toni Ruiz, a empresa apresenta o plano estratégico “4E” (Elevate, Expand, Earn and Empower), com metas ambiciosas e sólidas para o futuro.
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.