Manchester United demite Ruben Amorim após desempenho decepcionante e conflitos internos. Entenda os detalhes dessa mudança impactante na era pós-Ferguson!
O Manchester United anunciou a demissão do técnico português Ruben Amorim, encerrando mais um capítulo decepcionante na era pós-Alex Ferguson. O período foi marcado por conflitos públicos, táticas rígidas e resultados insatisfatórios. Amorim, que assumiu o cargo em novembro de 2024, foi contratado para substituir Erik ten Hag.
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Desde o início, o treinador defendeu sua abordagem defensiva, mesmo após um começo ruim na liga, que apresentou apenas uma leve melhora nesta temporada. Nos últimos dias, Amorim expressou descontentamento com a interferência da diretoria, culminando em uma coletiva de imprensa explosiva no último domingo, onde mencionou o comentarista Gary Neville.
Durante a coletiva, Amorim afirmou: “Se as pessoas não conseguem lidar com os Gary Nevilles e as críticas, precisamos mudar o clube”. Ele também destacou que sua função era ser o gerente do Manchester United, e não apenas o treinador, enfatizando a importância do trabalho em equipe entre os departamentos.
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Após a derrota para o Tottenham na final da Europa League em maio, Amorim havia declarado que deixaria o cargo “sem compensação” se a diretoria não o considerasse o treinador ideal. Sua abordagem tática, que incluía formações como 3-4-3, foi criticada por dirigentes que pediam maior flexibilidade.
Apesar de o clube ter investido cerca de 250 milhões de libras (aproximadamente R$ 1,8 bilhão) para melhorar o desempenho, os resultados continuaram abaixo das expectativas. A derrota para o Grimsby Town na Copa da Liga foi considerada uma das mais humilhantes de sua gestão.
Em março do ano passado, o co-proprietário Jim Ratcliffe havia elogiado Amorim, afirmando que ele era um jovem treinador excepcional. No entanto, a coletiva de domingo indicou uma diminuição da confiança na sua liderança. Amorim deixou claro que pretendia permanecer por 18 meses, ou até que a diretoria decidisse por mudanças, sugerindo um conflito de autoridade nos bastidores que pode ter contribuído para sua demissão.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.