Major Israelense em BH causa protestos e acusações sobre influência de Israel no Brasil
Major israelense em BH causa protestos e acusações sobre influência de Israel no Brasil. Palestra gera controvérsia e debate sobre a presença militar no Brasil
Palestra de Militar Israelense em BH Desencadeia Protestos e Debate Sobre Influência de Israel no Brasil
A presença do major israelense Rafael Rozenszajn em Belo Horizonte gerou forte reação e reacendeu um debate crucial sobre a possível influência de Israel nas políticas de segurança pública no Brasil. Em 8 de março de 2026, o militar, apresentado como porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), ministrou uma palestra intitulada “A Guerra de Narrativas” para integrantes da Guarda Civil Municipal de Belo Horizonte e de outras forças de segurança de Minas Gerais.
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O evento, realizado no auditório da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), no bairro Santo Antônio, e organizado pela Federação Israelita do Estado de Minas Gerais (Fisemg), visava compartilhar conhecimentos com agentes de segurança da capital mineira e do estado.
A atividade foi marcada por manifestações de grupos ligados à causa palestina, que expressaram sua oposição à presença do militar israelense. Esses manifestantes acusaram Rozenszajn de atuar como um propagandista do governo de Israel, buscando legitimar a ofensiva militar israelense na Faixa de Gaza e em outros territórios da região.
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O comitê organizador, por sua vez, em nota, classificou a presença do major como uma tentativa de “legitimar crimes contra a humanidade”, reafirmando sua posição contrária à ocupação colonialista e às políticas de apartheid promovidas por Israel.
Controvérsias e Acusações Sobre o Conteúdo da Palestra
O comitê mineiro de solidariedade ao povo palestino questionou a neutralidade do conteúdo apresentado por Rozenszajn, argumentando que a palestra visava justificar as ações militares israelenses na Palestina. O militar lançou recentemente um livro com o mesmo nome da palestra, com o objetivo de apresentar uma perspectiva que justificasse as ações militares israelenses na Palestina.
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O comitê também apontou que o discurso do militar se baseava no desconhecimento do público brasileiro sobre a história e a geopolítica do Oriente Médio, utilizando-se da ignorância das plateias para defender estereótipos coloniais sobre os povos árabes e o islamismo.
Preocupações com Tecnologias de Vigilância e Militarização da Segurança Pública
Uma das principais preocupações levantadas pelos movimentos palestinos reside na aproximação entre forças de segurança brasileiras e a experiência israelense no campo militar e da vigilância. Israel se apresenta internacionalmente como referência em tecnologia de segurança, mas grande parte desses sistemas teria sido desenvolvida e testada nos territórios palestinos ocupados.
Os ativistas citam desde armamentos pesados até sistemas de monitoramento digital utilizados para vigilância em massa da população palestina, incluindo o software Pegasus, conhecido após denúncias de espionagem.
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Mapa Sem a Cisjordânia e Críticas à Visão Israelense
Durante a palestra, foi exibido um mapa apresentado como o território de Israel, sem a delimitação da Cisjordânia, de Jerusalém Oriental e da Faixa de Gaza. Para o Comitê Mineiro de Solidariedade ao Povo Palestino, a imagem reproduz uma visão expansionista defendida por setores do governo de Benjamin Netanyahu.
A exclusão da Palestina dos mapas não é um fato isolado, mas parte de um processo histórico de apagamento da identidade palestina. A Prefeitura de Belo Horizonte e o Governo de Minas Gerais negaram apoio financeiro ao evento, justificando a participação de agentes da Guarda Civil Municipal como uma oportunidade de atualização profissional.