Mais de seis mil celulares roubados são recuperados em operação do Ministério da Justiça em agosto

A recuperação de mais de seis mil celulares roubados destaca a importância da integração entre o Governo Federal e as polícias estaduais no combate ao crime.

Roubos e furtos de celulares em 2025

O Ministério da Justiça e Segurança Pública anunciou, em uma coletiva de imprensa realizada em Brasília nesta quarta – feira (19), os resultados da Operação Última Chamada, que recuperou 6.052 celulares entre os dias 10 e 19 de agosto. Além disso, a operação resultou na prisão em flagrante de 97 pessoas e na fiscalização de 227 estabelecimentos comerciais.

O esforço também envolveu o envio de 33.606 notificações a indivíduos que estavam com aparelhos identificados como objetos de crime.

Segundo informações do Ministério, a Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública) é responsável pela coordenação das devoluções dos dispositivos recuperados. Há ainda cerca de 3 mil celulares em processo de retorno aos seus legítimos donos nos estados do Amapá, Amazonas, Ceará, Paraíba, Piauí e Sergipe.

Foco na recuperação de aparelhos roubados

A Operação Última Chamada tem como principal objetivo a recuperação de celulares roubados ou furtados e o combate à receptação desses produtos. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, enfatizou que o problema dos celulares está diretamente relacionado à percepção da segurança pública no país.

Ele afirmou que “os aparelhos fazem parte de uma cadeia que diz respeito ao furto, ao roubo e à receptação”.

Lima e Silva destacou que em alguns casos esses dispositivos chegam até as mãos do crime organizado dentro dos presídios. Para enfrentar essa questão complexa, ele ressaltou a importância da integração entre o Governo Federal e as polícias estaduais: “A única forma de enfrentar o problema é por meio da integração federativa do Governo Federal e do MJSP com as polícias estaduais”.

Além disso, a mobilização contra dispositivos furtados é intensificada por outras operações, como a Operação Modo Avião. Essa ação visa identificar e apreender celulares dentro das penitenciárias. Durante a coletiva, foi informado que a Operação Modo Avião conseguiu identificar 7.300 aparelhos.

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Resultados das operações nas penitenciárias

A Operação Mute também desempenhou um papel crucial nesse contexto ao apreender 2.254 dispositivos durante suas fases local e nacional. As ações resultaram em um total impressionante de 8.432 revistas em celas, com a participação significativa de policiais penais: na primeira fase foram 4.042 agentes envolvidos; já na segunda fase esse número aumentou para 5.700.

A mobilização conjunta entre diferentes setores da segurança pública demonstra um esforço concentrado para combater não apenas o furto e roubo de celulares, mas também sua utilização por organizações criminosas dentro do sistema prisional.

Repercussão das ações no combate ao crime

A resposta positiva às ações empreendidas nas últimas semanas indica um movimento efetivo contra a criminalidade relacionada aos dispositivos móveis no Brasil. A recuperação expressiva de celulares demonstra um compromisso contínuo do governo em melhorar a segurança pública e restituir bens aos cidadãos.

Os avanços nas operações refletem uma estratégia abrangente para lidar com questões complexas ligadas à criminalidade no país, mostrando que esforços coordenados podem trazer resultados significativos para a sociedade.