Mais de 38 mil mulheres e meninas morrem em Gaza durante conflito, revela ONU Mulheres

Mais de 38 mil mulheres e meninas perderam a vida em Gaza entre 2023 e 2025, revelando um cenário alarmante. Descubra os detalhes dessa tragédia

17/04/2026 23:26

2 min

Mais de 38 mil mulheres e meninas morrem em Gaza durante conflito, revela ONU Mulheres
(Imagem de reprodução da internet).

Mortes de Mulheres e Meninas em Gaza Durante o Conflito

Entre outubro de 2023 e dezembro de 2025, mais de 38 mil mulheres e meninas perderam a vida na guerra em Gaza, conforme dados divulgados pela ONU Mulheres nesta sexta-feira (17). Essa estatística revela uma média de pelo menos 47 mortes diárias na região durante o conflito.

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A agência destacou que as fatalidades persistem, mesmo após seis meses do início do cessar-fogo.

Sofia Calltorp, chefe de ação humanitária da ONU Mulheres, comentou que “mulheres e meninas foram responsáveis por uma proporção de mortes muito maior do que as observadas em conflitos anteriores em Gaza”. Ela enfatizou que essas vítimas eram indivíduos com vidas e sonhos.

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A agência expressou preocupação com a continuidade das mortes após o cessar-fogo de outubro, embora a falta de dados agregados por gênero dificulte a obtenção de números exatos.

Contexto do Cessar-Fogo e Consequências

O cessar-fogo de outubro encerrou dois anos de intensa guerra, mas deixou as tropas israelenses controlando uma área despovoada que representa mais da metade de Gaza, enquanto o Hamas permanece no poder na estreita faixa costeira restante. Desde então, médicos locais relataram que quatro soldados israelenses foram mortos por militantes, e Israel e o Hamas têm trocado acusações sobre as violações do cessar-fogo.

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A Unicef, agência da ONU para crianças, informou que as mortes e ferimentos em Gaza ocorrem em um ritmo alarmante, com pelo menos 214 mortes registradas nos últimos seis meses. A ONU Mulheres também destacou que cerca de 1 milhão de mulheres em Gaza enfrentam dificuldades.

Calltorp ressaltou que os danos extensivos à infraestrutura tornaram quase impossível para as mulheres e meninas acessarem necessidades básicas, como assistência médica.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que mais de 500 mil mulheres não têm acesso a serviços essenciais, incluindo atendimento pré-natal e pós-natal, além de tratamento para infecções sexualmente transmissíveis.

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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