Mais de 10 mil húngaros participam da primeira parada do Orgulho em Budapeste após derrota de Orbán

A primeira parada do Orgulho em Budapeste simboliza um novo começo para os direitos LGBT+ no país, após a revogação da proibição imposta por Viktor Orbán.

27/06/2026 16:16

2 min

Primeira Parada LGBT+ em Budapeste após a era Orbán
Primeira Parada LGBT+ em Budapeste após a era Orbán

No último sábado (27), mais de 10 mil húngaros participaram da primeiraparada anual do Orgulho em Budapeste, após a derrota eleitoral de Viktor Orbán, ocorrida em abril. A marcha aconteceu em meio a um calor intenso na cidade, com os participantes desfilando com grandes bandeiras arco – íris e da União Europeia.

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A parada do ano passado foi marcada por uma tentativa de proibição por parte de Orbán, que buscava implementar políticas contrárias aos direitos LGBT+. Naquela ocasião, o evento se transformou em uma manifestação antigovernamental que reuniu dezenas de milhares de pessoas.

Depois da derrota de Orbán para o partido Tisza, de centro – direita, a proibição foi revogada e a marcha deste ano recebeu autorização oficial para ocorrer.

Expectativas e mudanças no clima social

Fanni Fajth, uma estudante de 18 anos, compartilhou seu otimismo em relação ao evento. Ela destacou que o clima estava mais animado após as recentes mudanças políticas e expressou esperanças sobre novos direitos relacionados à adoção e ao casamento no futuro. “Todo mundo está muito mais animado”, afirmou. “Acho que seria maravilhoso se finalmente tivéssemos direitos iguais depois de todos esses anos”, completou.

Já Mate Tarnai, um químico de 51 anos, observou que a maior mudança percebida é o novo cenário político do país. “Sentimos mais liberdade pessoalmente também, e o clima no país está muito mais tranquilo do que no ano passado”, disse ele.

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Tarnai expressou sua expectativa de que essas mudanças garantam direitos iguais para todos.

Reações à nova realidade

O conservador Magyar pediu paciência quando questionado pela mídia local sobre possíveis alterações nas legislações que restringem os direitos da comunidade LGBT+. Apesar disso, Boglarka Boruzs, uma intérprete e tradutora de 23 anos, afirmou que a maior mudança desde a última parada do Orgulho é a sensação de segurança e aceitação das pessoas LGBTQ+ no cotidiano.

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Ela acredita que os políticos têm agora a oportunidade de ajudar a sociedade a compreender que não há problema em ser gay.

A marcha deste ano sinaliza um momento significativo para a comunidade LGBT+ na Hungria, refletindo uma mudança tanto nas percepções sociais quanto nas políticas governamentais. A expectativa é que este evento possa abrir portas para futuras conquistas em termos de igualdade e direitos humanos.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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