O presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, compareceram nesta quinta-feira (26) ao Tribunal do Distrito Sul de Nova York, em uma segunda audiência relacionada ao sequestro que ocorreu em Caracas, no dia 3 de janeiro. A ação, que resultou na morte de mais de 100 pessoas, foi ordenada pelo então responsável pela ordem.
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O juiz Alvin K. Hellerstein analisa um pedido da defesa, buscando a rejeição das acusações formalizadas contra o mandatário venezuelano e a representante parlamentar.
O advogado do presidente Maduro, Barry Pollack, destacou que o mandatário venezuelano possui dificuldades financeiras para arcar com as despesas legais, em conformidade com a legislação do país. Maduro e Flores se declararam inocentes das acusações apresentadas pela justiça estadunidense, classificando-se como “prisioneiros de guerra” durante a primeira audiência, ocorrida dois dias após a invasão militar à Venezuela.
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A situação gerou forte reação entre os cidadãos venezuelanos, que clamam por sua libertação.
Na quarta-feira (25), véspera da audiência, foi realizada uma missa no centro de Caracas em apoio à libertação de Maduro e Flores. A deputada nacional e presidenta do Instituto Simón Bolívar (ISB), Blanca Eekhout, qualificou a audiência como “ilegal” e uma demonstração de desrespeito ao direito internacional.
Eekhout enfatizou que a justiça estadunidense reconheceu a inexistência do “Cartel de los Soles”, a base da acusação que motivou a operação militar ilegal, e que Maduro é, de fato, um prisioneiro de guerra.
Eekhout ressaltou que as mobilizações em torno do caso visam denunciar a ilegalidade das ações do governo estadunidense e reivindicar o retorno de Maduro e Flores. A deputada enfatizou que a ação representa um ataque à soberania venezuelana e à imunidade de uma representante parlamentar em exercício.
A deputada também mencionou uma ação global de solidariedade com o país e seu presidente, destacando o assédio e a agressão estadunidense contra a Venezuela como resultado do sucesso do governo venezuelano na estabilização da economia e no aprofundamento do socialismo.
Para a parlamentar, a agressão imperialista está carregada de preconceito de classe. “Nicolás é um operário, é um líder sindical e, entre outras coisas, esta elite corporativa global pretende não somente atacar a soberania da nossa pátria, mas estigmatizar a classe trabalhadora”, considerou.
A audiência de custódia está marcada para as 10h, horário de Nova York (11h no horário de Brasília).
Autor(a):
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.
