OEA discute captura de Maduro! Trump expõe ação militar na Venezuela.
Reunião em Washington, D.C., analisa situação tensa e captura do presidente Nicolás Maduro. Brasil, liderado por Benoni Belli, critica a intervenção americana
O Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) se reunirá na quarta-feira, 7 de janeiro de 2025, às 12h (horário de Brasília), em Washington, D.C., para analisar a situação na Venezuela, que culminou com a captura do presidente Nicolás Maduro (PSUV, esquerda).
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O evento ocorre em um contexto de crescente tensão diplomática na região e promete expor divergências entre governos alinhados à esquerda e à direita. O Brasil estará representado por Benoni Belli, representante permanente do país junto à OEA.
No domingo, 4 de janeiro, Benoni Belli publicou em sua conta no X uma declaração assinada por Brasil, México, Chile, Colômbia, Uruguai e Espanha, na qual os países manifestaram sua preocupação com a ação dos Estados Unidos. O comunicado critica a intervenção militar, evidenciando a posição do Brasil no debate.
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Antes da reunião, a OEA divulgou comunicados sobre o tema. Em um comunicado publicado no sábado, 3 de janeiro, o secretário-geral Albert R. Ramdin afirmou acompanhar a situação “de perto” na Venezuela e mencionou conversas com diversos líderes da região.
Ramdin enfatizou que, independentemente das circunstâncias, todos os atores devem respeitar o direito internacional e buscar soluções pacíficas, com respeito aos direitos humanos e à proteção da vida civil.
O presidente Donald Trump anunciou no sábado, 3 de janeiro, que os Estados Unidos realizaram uma operação militar contra a Venezuela e capturaram Maduro e sua esposa. O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, confirmou a ordem de Trump para a captura do presidente.
A operação, realizada na madrugada de sábado, envolveu ataques a quatro alvos no país, com o uso de 150 caças e bombardeiros. Helicópteros militares dos EUA transportaram tropas para Caracas, capital venezuelana, para realizar a captura.
A operação dos EUA gerou questionamentos sobre a falta de aprovação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Trump justificou a ausência de consulta, afirmando que a medida era necessária. No entanto, surgiram dúvidas sobre o descumprimento de leis norte-americanas, que exigem a aprovação do Congresso para operações militares em outros países.
O secretário de Estado, Rex Rubio, declarou que não foi possível comunicar os congressistas com antecedência.
No início da tarde de sábado, 3 de janeiro, Trump afirmou que os Estados Unidos assumiriam temporariamente a administração do país até que uma transição política fosse definida. Ele detalhou a exploração e a venda do petróleo venezuelano. A vice-presidente Delcy Rodríguez, por sua vez, conversou com Trump e manifestou disposição para cooperar com ações lideradas pelos EUA.
Sobre a líder oposicionista María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, Trump disse que ela não teria apoio político suficiente para governar a Venezuela. A vice-presidente Rodríguez classificou a ação dos EUA como violação da soberania venezuelana e afirmou que Maduro continua sendo o presidente legítimo do país.
Ela também declarou que a Venezuela está aberta a uma relação respeitosa com o governo Trump, desde que baseada no direito internacional.
Autor(a):
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.