“Madrinha da Cidade Alta” é presa em operação policial no Complexo de Israel, no RJ

Luana Rosa de Araújo, a “Madrinha da Cidade Alta”, é acusada de liderar o tráfico em várias comunidades e está sob investigação por diversos crimes.

Traficante Luana Rosa de Araújo, conhecida como “Madrinha”, foi presa nesta terça-feira (25) durante uma operação conjunta das polícias Civil e Militar contra integrantes do TCP no Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio

Na manhã desta terça – feira (25), Luana Rosa de Araújo, conhecida como “Madrinha da Cidade Alta”, foi detida durante uma operação conjunta das polícias Civil e Militar no Complexo de Israel, na zona Norte do Rio de Janeiro. Até o momento, quatro pessoas foram presas, conforme informações das forças de segurança.

A ação é resultado de investigações realizadas pela 38ª DP (Brás de Pina) e abrange as comunidades Cinco Bocas, Pica – Pau, Cidade Alta, Parada de Lucas e Vigário Geral. Os alvos são suspeitos envolvidos em diversos crimes. Luana é apontada como chefe do tráfico de drogas no bairro Imbariê e na comunidade Massapé, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Além disso, ela teria uma função importante na gerência do tráfico na Cidade Alta e em Parada de Lucas.

Relação com o tráfico

Luana Rosa de Araújo é considerada pelas autoridades como braço direito de Peixão, um dos principais líderes do TCP (Terceiro Comando Puro). De acordo com as investigações, ela recebeu um fuzil cor – de – rosa do traficante como símbolo da confiança entre eles.

A polícia também investiga a participação da “Madrinha” na expulsão de moradores que eram beneficiários do programa Minha Casa, Minha Vida nos apartamentos do condomínio Massapé. Esses imóveis teriam sido utilizados posteriormente para a venda de drogas e como esconderijos.

Além disso, Luana é suspeita de ter ordenado ataques a ônibus na região de Duque de Caxias. Ela possui vários mandados de prisão expedidos pela Justiça e já foi alvo de alertas do Disque Denúncia.

Detalhes da operação

A investigação que levou à prisão da “Madrinha” envolveu meses de trabalho de inteligência policial. As equipes analisaram dados, realizaram cruzamentos informativos, diligências em campo e coletaram provas documentais e testemunhais para mapear a estrutura e a atuação dos integrantes do grupo criminoso.

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Na operação, participam equipes do DGPE (Departamento – Geral de Polícia Especializada), DGPC (Departamento – Geral de Polícia da Capital), DGPB (Departamento – Geral de Polícia da Baixada), DGPIDepartamento – Geral de Polícia do Interior) e Core (Coordenadoria de Recursos Especiais) pela Polícia Civil.

A Polícia Militar mobilizou agentes do COE (Comando de Operações Especiais), 1º CPA (1º Comando de Policiamento de Área), BPVE (Batalhão de Policiamento em Vias Expressas), Batalhão RECOM (Rondas Especiais e Controle de Multidão) e BTM (Batalhão Tático de Motociclistas.

A operação ainda está em andamento, e as forças de segurança podem atualizar o número total de presos e apreensões ao longo da manhã. A CNN Brasil tenta contato com a defesa da detida, mas até o momento não houve retorno.