França Declara Inalterável sua Ausência em Operações no Estreito de Ormuz
Em uma declaração contundente, o Presidente francês (Renascimento, centro) afirmou nesta terça-feira, 17 de março de 2026, que a França não participará de operações destinadas a abrir ou garantir a passagem no Estreito de Ormuz, considerando o cenário atual.
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A posição, que contrasta com sugestões recentes do presidente americano (Partido Republicano), visa reafirmar a neutralidade da França em relação ao conflito no Oriente Médio.
O presidente norte-americano, em uma declaração anterior na segunda-feira, 16 de março, havia sugerido que a França poderia desempenhar um papel na abertura do estreito. Trump classificou o líder francês como “nota 8”, gerando uma reação imediata do governo Macron.
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A declaração francesa enfatiza a necessidade de uma resolução do conflito antes de qualquer intervenção.
O pronunciamento foi feito no início de uma reunião de gabinete convocada para discutir os complexos conflitos no Oriente Médio. Macron condicionou qualquer possível participação francesa à cessação das hostilidades. Ele expressou a disposição da França em assumir a responsabilidade pelo sistema de escolta no estreito, uma vez que as operações são consideradas complexas e exigirão negociações e desescalada com o Irã.
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A situação no Estreito de Ormuz ganhou ainda mais complexidade com a estratégia iraniana de bloquear a rota marítima de 33 km de largura, iniciada em 28 de fevereiro, após o início das tensões com Estados Unidos e Israel. Essa ação afeta 25% do escoamento mundial de petróleo, gerando instabilidade nos mercados globais e impactando o comércio de commodities.
A crescente tensão entre aliados também se manifesta com críticas de Trump à Otan, que se recusou a apoiar as operações militares americanas no Estreito de Ormuz.
