Maconha ultrapassa cigarro no uso entre adultos nos EUA

Maconha supera cigarro como principal substância entre adultos nos EUA, refletindo mudanças nos hábitos do consumidor.

28/08/2026 08:52

3 min

| Infografia/Poder360 – 27.ago.2026
| Infografia/Poder360 – 27.ago.2026

O consumo de substâncias psicoativas entre adultos norte – americanos mostra variações significativas, segundo a pesquisa anual sobre Hábitos de Consumo divulgada na segunda – feira, 24 de agosto de 2026.

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Os dados apontam que o número total de pessoas admitindo fumar maconha superou aqueles que consomem cigarros tradicionais em um índice notável: enquanto 17% dos entrevistados afirmaram usar cannabis fumada, apenas 11% relataram fumaça vinda do cigarro convencional.

Este último percentual representa já o menor nível registrado no país pela série histórica estudada pelo levantamento.

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Tendências e perfil demográfico da maconha

Além das variações quanto ao ato de fumar a planta por conta própria, os resultados também mapeiam quem consome produtos comestíveis à base de maconha; nesse caso, cerca de 15% dos adultos norte – americanos se enquadram neste grupo consumidor.

Este índice mostra uma tendência crescente em comparação com as medições anteriores: foi de 14% registrada em 2022 e subiu para 12% apenas dois anos antes. A pesquisa detalha que o consumo fumado é particularmente alto entre faixas etárias mais jovens.

Entre aqueles de 30 a 49 anos idade há um relato significativo do uso da substância por parte de 25%, enquanto no público jovem (de 18 a 29 anos) esse percentual atinge os 23%. À medida que se avança na vida, essa taxa diminui consideravelmente; ela cai para 10% nos adultos com idades compreendidas entre 50 e 64 anos e chega aos 5% quando analisamos quem tem acima dos 65 anos.

O consumo em forma comestível segue padrões semelhantes nesse perfil demográfico.

Fatores sociais associados ao tabaco

Os dados também indicam correlações importantes sobre o estilo de vida: tanto fumantes quanto consumidores por meio de produtos comestíveis tendem a ser mais encontrados no grupo adulto com menor nível educacional ou que consomem bebidas alcoólicas regularmente, além das pessoas menos religiosas.

No aspecto financeiro, os resultados apontaram uma diferença notável na renda domiciliar entre grupos não – fumantes e usuários; segundo as informações coletadas pela pesquisa, quem fuma maconha tende a ter um rendimento familiar inferior aos demais adultos.

Essa disparidade econômica específica do consumo é observada apenas quando se trata da forma fumar.

O declínio histórico dos cigarros

Em contraste direto ao aumento de hábitos relacionados à cannabis em algumas faixas etárias, o cigarro tradicional mantém sua trajetória histórica descendente no país americano. A análise remonta até 1944, ano em que quase metade (41%) dos homens americanos relatava ser fumante.

Esse índice atingiu seu pico máximo na marca de 45% somente por volta de 1954 e começou um longo processo gradual de queda a partir desse período inicial do século XX. Os números caíram abaixo da barreira dos 30% ainda nos anos de 1989.

Desde então, os dados mostram uma estabilidade preocupantemente baixa: desde 2015 o percentual nunca ultrapassou consistentemente os níveis inferiores aos 20%. Nos últimos cinco anos registrados pela pesquisa em agosto de 2026, esse número oscilou entre apenas 11% e 12%, demonstrando pouca variação recente no consumo tradicional.

Apesar disso, há diferenças claras na forma como as pessoas utilizam produtos nicotínicos. Enquanto cigarros eletrônicos são mais comuns para adultos com renda domiciliar menor, a utilização das bolsas de nicotina apresenta um padrão oposto.

Metodologia da coleta dos dados

A pesquisa foi realizada em período específico: entre os dias 1º e 19 de julho de 2026; o estudo possui uma margem de erro estabelecida em quatro pontos percentuais com nível máximo de confiança definido para 95%.

Autor(a):

Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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