LVMH sente desaceleração de vendas no 3º trimestre e pressiona setor de luxo

Queda de 2,5% na receita reflete demanda fraca na Ásia, com recuo de 9% na região, e pressiona estratégia de expansão da dona da Louis Vuitton.

LVMH em Paris.

A LVMH, dona de marcas como Louis Vuitton e Dior, registrou queda de 2,5% na receita do terceiro trimestre de 2025, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado reflete a desaceleração da demanda por artigos de luxo, especialmente na Ásia.

A empresa informou que o faturamento do período ficou em R$ 19,7 bilhões. O desempenho foi puxado para baixo pelo comportamento das vendas na região Ásia-Pacífico, que recuaram 9% no trimestre. Ainda assim, o resultado veio dentro das expectativas do mercado, que projetava uma queda de 10%. ## O que pesou no resultado A divisão de moda e artigos de couro, principal unidade de negócios do grupo, registrou queda de 5% nas vendas.

Já a área de relógios e joias teve recuo de 7%. O segmento de bebidas, por outro lado, cresceu 3% no período. Segundo a companhia, o desempenho reflete a desaceleração da demanda na Europa e na China, dois dos principais mercados da marca. A empresa não informou projeções para os próximos meses. ## Como a empresa explica a queda Em comunicado, a companhia atribuiu o resultado à redução do consumo de artigos de luxo após o período de compras de fim de ano.

A empresa também citou a base de comparação elevada com o mesmo intervalo de 2025, quando as vendas foram impulsionadas por lançamentos. Ainda assim, a diretoria afirmou que mantém a estratégia de expansão em segmentos de alta renda. A expectativa é de recuperação gradual a partir do segundo semestre, sem mudanças nas metas anuais. ## O que acontece agora A companhia não informou se haverá revisão de projeções para o restante do ano.

O próximo balanço deve trazer mais detalhes sobre o desempenho das unidades de negócio e o comportamento das vendas nas principais regiões onde atua. Analistas acompanham os próximos passos da empresa, especialmente diante da pressão cambial e dos custos de produção.

Por ora, a orientação oficial é manter o plano de investimentos previsto para 2026.

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