Senador Defende Equilíbrio na CPMI do INSS e Abre Possibilidade de Depoimento de Lulinha
Em entrevista à CNN Brasil na quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026, o senador e líder do governo no Senado (PT-BA) comentou sobre a possível participação do empresário Lulinha na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
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O parlamentar expressou otimismo, afirmando que “se houver equilíbrio, Lulinha pode depor” na comissão. Ele também ressaltou que o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, com os mesmos sigilos fiscal e bancário do senador, pode prestar esclarecimentos, desde que a CPMI não apresente um viés de condenação.
O senador manifestou preocupação com a possibilidade de a CPMI se tornar tendenciosa, buscando condenar alguns e proteger outros. “Tenho muita tranquilidade em relação à postura do filho do presidente. Agora, se a CPI começa a ter um viés de querer condenar alguns e esconder outros, evidentemente não podemos concordar”, declarou.
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A declaração reflete a busca por uma investigação imparcial e transparente, com a participação de todos os envolvidos.
Governo Busca Acelerar Votação, Centrão se Posiciona
A sessão da CPMI do INSS, em 26 de fevereiro de 2026, começou com uma tentativa do governo de aprovar, por maioria, que a votação dos requerimentos fosse feita em bloco. Essa estratégia visava contornar a resistência do Centrão, que buscava impedir a votação individual de pedidos relacionados a instituições bancárias, como Master, Santander, BMG, PicPay e C6 Consignado.
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No entanto, a abertura para votação simbólica, que permite a análise de cada requerimento de forma independente, resultou em uma derrota para a base governista.
A votação simbólica desencadeou uma discussão acalorada e uma suspensão da sessão. A CPMI tem, desde investigações da Polícia Federal, indícios de que Lulinha manteve uma relação próxima com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, que está preso desde 12 de setembro de 2025.
A investigação aponta para uma sociedade empresarial entre os dois, levantando questões sobre possíveis irregularidades no INSS.
